Google remove os filtros de beleza porque não fazem bem à saúde mental dos utilizadores

Filipe Alves
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A Google tomou a decisão de remover os filtros de beleza por pré-definição dos seus smartphones porque, segundo estudos, não fazem bem à saúde mental dos utilizadores.

Os filtros de beleza não são novos nos smartphones. Estes são aqueles filtros de "Modo beleza" que esticam a tua cara e removem todas as espinhas, pontos ou rugas que pareças ter.

Google toma decisão de remover os filtros de "Modo beleza"

Modo beleza selfies Google

Contudo, os mais recentes estudos referiram que esse padrão de beleza não faz bem aos utilizadores. Isto porque o resultado da fotografia em nada se relaciona com a realidade.

As pessoas são perfeitas com as suas imperfeições e este tipo de filtros acaba por criar um padrão de beleza quase impossível de alcançar.

Google modo beleza Google Pixel

A Google referiu: "Procuramos entender melhor o efeito que selfies com filtros podem ter no bem-estar das pessoas, especialmente quando os filtros estão ativados por padrão.

Conduzimos vários estudos e conversamos com crianças e especialistas em saúde mental de todo o mundo e descobrimos que, quando você não está ciente que uma câmara ou aplicativo de fotos aplicou um filtro, as fotos podem ter um impacto negativo no bem-estar mental. Esses filtros padrão podem definir discretamente um padrão de beleza com o qual algumas pessoas se comparam."

Em síntese, este "modo beleza" faz da fotografia da pessoa sem marcas na cara, porém, se este se torna o "novo normal", o padrão de beleza é alterado de uma forma totalmente incalcinável. O que pode levar muitas pessoas a depressão.

A Apple é uma das empresas que mais resistiu a este "modo beleza". Porém, nas últimas atualizações do iOS temos visto algumas diferenças na câmara frontal com leves adições do tal filtro de modo beleza.

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Filipe Alves
Filipe Alves
Fundador do projeto 4gnews e desde cedo apaixonado pela tecnologia. A trabalhar na área desde 2009 com passagens pela MEO, Fnac e CarphoneWarehouse (UK). Foi aí que ganhou a experiência que necessitava para entender as necessidades tecnológicas dos utilizadores.