Google questionada pelo departamento da Defesa dos EUA sobre parceria com Huawei

Filipe Alves
Google questionada pelo departamento da Defesa dos EUA sobre parceria com Huawei
Sundar Pichai, CEO da Google

A Google está a ser acusada de favorecer a Huawei em vez do Departamento da Defesa dos Estados Unidos da América. Quem o diz é o governo americano.

Vamos começar pelo início. A Google estava a ajudar o Departamento da Defesa dos Estados Unidos numa tecnologia que iria ajudar os drones a identificar pessoas de objetos. Tudo isto de forma a evitar bombardeamentos em locais onde civis poderiam ser afetados.

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Contudo, a tecnologia podia também ser revertida. Ou seja, atacar pessoas de forma mais cirúrgica. Esta parceria com o governo americano fez com que muitos funcionários da empresa americana simplesmente decidissem rescindir o contrato com a empresa americana por não quererem cooperar com armamento para guerra.

A Google decidiu tomar uma decisão em abandonar o projeto e foi imediatamente atacada pelo Departamento do Defesa por dar apoio à Huawei que, segundo eles, está em relacionamento direto com o governo comunista da China.

Google é acusada de favorecer a Huawei e a China em vez dos EUA

Foi referido que a "A Google aparentemente está mais disposta a apoiar o Partido Comunista Chinês do que os militares dos EUA."

Uma acusação forte que obrigou Sundar Pinchai, CEO da Google, responder de forma moderada.

A Google referiu que a empresa tem parceria com várias empresas de forma em melhorar a Inteligência Artificial em produtos tecnológicos. Contudo, que nenhuma informação da Google e dos seus utilizadores é transmitida aos seus parceiros.

Esta acusação chega após os EUA quebrarem acordos da Huawei e operadoras móveis dos EUA por receio de espionagem dos utilizadores americanos.

A Huawei já teve melhores dias. Com a administração de Donald Trump as regras tem sido duras. As empresas chinesas olham agora de forma direta para a Europa como possível investimento. Exemplo disso mesmo é a entrada da Xiaomi e da OPPO no mercado europeu.

Não sabemos onde é que isto vai dar. Sinceramente fico feliz que a Google se recuse a melhorar ou criar armamento.

É importante que os países estejam prontos para se defenderem em caso de ataque. Contudo, não seria a primeira vez que os EUA arranjariam uma guerra só porque sim.

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Filipe Alves
Filipe Alves
Fundador do projeto 4gnews e desde cedo apaixonado pela tecnologia. A trabalhar na área desde 2009 com passagens pela MEO, Fnac e CarphoneWarehouse (UK). Foi aí que ganhou a experiência que necessitava para entender as necessidades tecnológicas dos utilizadores.