Google cede à Apple e seguirá menos os utilizadores de iPhone

Carlos Oliveira
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Com a chegada do iOS 14, a Apple implementou várias medidas que visam aumentar a segurança dos seus utilizadores. Uma delas foca nas publicidades, tendo o utilizador de conceder permissão para que sejam recolhidos os seus dados para esse fim.

Google deixa de recolher identificadores de publicidade

Deparando-se com estas imposições, a Google tomou uma medida drástica num dos seus negócios mais lucrativos. A americana deixará de recolher os identificadores de publicidade nas suas aplicações disponíveis para iOS.

O objetivo desta medida é contornar uma das imposições da Apple. Tudo não passa de uma forma de não ter de pedir permissão aos utilizadores para recolher os seus dados para fins publicitários.

Para o utilizador, esta medida pode ser encarada como uma benesse, sobretudo para os mais preocupados com o quesito da privacidade. Sabe-se que, doravante, a Google recolherá menos dados dos seus utilizadores, indo ao encontro dos esforços da Apple em aumentar a privacidade de quem usa os seus equipamentos.

Programadores devem esperar uma redução de lucros no iOS

Na comunicação que a Google deixou ao mundo, a empresa norte-americana sensibiliza ainda os seus parceiros para o expectável encolher das suas receitas de publicidade oriundas da plataforma da Apple.

Aqueles que lucram com as publicidades serão os mais prejudicados pela decisão tomada pela Google. Com a expectável menor eficácia no direcionamento dos seus anúncios, esperam-se receitas inferiores.

Isto vai ao encontro de uma das mais recentes críticas tecidas pela Facebook às novas políticas da Apple. A empresa detida por Mark Zuckerberg afirma que as decisões da gigante de Cupertino atingirão principalmente os pequenos negócios que vivem de receitas publicitárias.

Acentua-se a dualidade de critérios entre iOS e Android

Acredito que os utilizadores iOS fiquem bastante satisfeitos com a posição agora tomada pela Google. Afinal de contas, estes beneficiarão agora um maior anonimato das suas informações enquanto usam o seu iPhone ou iPad.

O oposto deverá refletir-se naqueles que usam um smartphone com Android. Estes continuarão sujeitos às habituais políticas de rastreamento impostas pela Google na recolha de dados que possam espelhar fielmente os gostos e interesses dos seus utilizadores.

Será deste nicho que se poderão levantar as grandes vozes críticas de uma dualidade de critérios da tecnológica norte-americana. Os mais sensibilizados para as questões da privacidade interrogar-se-ão do porquê de a Google não tomar medida semelhante no seu próprio sistema operativo.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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