Google já prepara o sucessor do Android. Do Flutter até ao Fuchsia

Rui Bacelar
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Nada dura para sempre, nem mesmo o sistema operativo do robô verdade. A tecnológica norte americana sabe disso. ©Dudley Carr, Flickr

Estará a Google a preparar-se para o fim do sistema operativo Android? Este é o título da peça da BGR, publicação internacional que já nos habitou aos seus títulos bem chamativos, nem sempre isentos ou imparciais. Seja como for, resultou. Dei por mim a ler a abordagem ao futuro do sistema Android. Aos esforços da Google, ao Fuchsia e a um novo nome que despertou todo o meu interesse. Chama-se Flutter e pode ser o sucessor do Android.

Antes de mais, calma. O teu smartphone / tablet Android está assegurado, o sistema operativo não vai deixar de existir tão cedo. Contudo, seria ainda durante o MWC 2018 (Mobile World Congress) que a Google apresentaria um novo conceito. Um novo projecto que possui algumas das características da iniciativa Fuchsia. Algo que já aqui abordamos anteriormente. Trata-se de uma nova plataforma / sistema que permitirá uma experiência de interação com dispositivos móveis completamente nova. Para já é apenas uma visão de futuro.

Vê ainda: Google Gboard 7.0 tem uma nova cara na versão Beta para Android

Portanto, é seguro dizer que a Google está calmamente a preparar o caminho para um futuro sem Android, ou melhor, para um possível sucessor desse sistema operativo. Ou então poderá até continuar a chamar-se Android mas passará por mudanças extremas, seja a nível estético / visual como a nível funcional. Poderá ser completamente distinto do sistema que bem conhecemos neste momento.

Fuchsia tem sido sugerido como o sucessor do Android

Flutter Google Android Fuchsia
Demonstração do ambiente gráfico (UI) no Fuchsia

Em primeiro lugar temos que nos ancorar no projecto Fuchsia. Uma plataforma / sistema / iniciativa que tenta trazer algumas das funções que associamos a um PC (experiência de computação), para os smartphones. Visa ainda maximizar a produtividade independentemente do tamanho de ecrã. Tenta ser tão versátil e produtivo num ecrã de tablet como num ecrã de smartphone ou até mesmo num computador.

Fuchsia, o ponto de partida (e chegada) da Google

Pensemos por exemplo numa Samsung DeX. Tomando como ponto de partida aquilo que já conhecemos para ilustrar aquilo que tentamos explicar. Imagine-se uma experiência similar à que obtemos com a DeX num ecrã grande mas em qualquer tipo de ecrã. Um "Android" com várias aplicações abertas, redimensionáveis, onde pudesses arrastar, copiar, colar, largar. De uma forma muito superficial é isto que o Fuchsia tenta fazer. Permitir uma experiência de computação versátil e produtiva em qualquer tipo ou configuração de ecrã.

Flutter, a "ferramenta" para chegar ao Fuchsia e ao futuro do Android

E com o Fuchsia em pleno desenvolvimento, a Google tem que resolver outro dos grandes problemas do sistema operativo Android, a fragmentação. Apesar de ser uma questão de tempo até que este Fuchsia esteja pronto, não será com o Project Treble que a Google conseguirá combater esta maleita. Veja-se o triste cenário das tabelas de distribuição das versões do Android. Para tal necessitará do Fuchsia, resta saber quanto é que a tecnológica norte-americana estará pronta para o lançar oficialmente.

Flutter Google Android Fuchsia
Novas aplicações, compatíveis com Android e iOS, já preparadas para o futuro.

Até lá temos que falar num "complemento" do sistema operativo Android, de um ponto de partida para eventualmente chegar-mos a um cenário mais próximo do Fuchsia. Chama-se Flutter e é o motivo de estar a escrever estas linhas.

O Flutter é uma ferramente (toolkit) da Google para ajudar os programadores de software a construir aplicações para Android e para o iOS da Apple. Para já ainda é uma ferramenta pouco conhecida ou divulgada. Contudo, daqui a um ou dois anos, começará a ganhar força e popularidade.

Flutter baseia-se na linguagem Dart da Google

Nesse espaço de tempo começaremos a ver este Flutter a enfrentar frameworks (estruturas/ grelhas de apresentação) bem conhecidas. Temos como exemplo a React Native do Facebook. Neste momento, a Flutter da Google está fortemente pautada pela linguagem de programação da própria empresa norte-americana, a Dart. Esta seria apresentada na conferência Google I/O de 2017.

Ora, voltando a 2018, foi no MWC 2018 que a norte-americana anunciou oficialmente a versão beta. Imediatamente, um bom número de programadores utilizaram esta framework para construir e desenvolver aplicações que chegariam perto do topo das tabelas na Google Play Store e na App Store. O seu potencial está comprovado.

É uma nova estrutura para apresentação de conteúdos em Android e iOS

Google Futter Android Fucshia
Trata-se de uma nova framework, uma nova estrutura para apresentação dos conteúdos.

Mais ainda, como nos conta a 9to5Google, Seth Ladd, diretor de produto (Flutter) da Google, disse que não era surpresa o facto deste anúncio ter sido feito no MWC Barcelona. A empresa quer aproveitar esta oportunidade para chegar a mais programadores voltados para o mobile. Programadores para as plataformas móveis Android e iOS.

A Google quer dar a conhecer este Flutter e os avanços que foram feitos deste a apresentação do projecto no ano passado. Entre as novidades temos a inclusão de mais ferramentas como o Android Studio e o Visual Studio Code para poderem programar aplicações Flutter.

A tecnológica Google garante que ao utilizar a framework Flutter os programadores não abdicarão da qualidade ou performance. Aliás, a norte-americana garante que conseguirão programar mais rápido do que nunca. O vídeo no final da página ilustra o método de funcionamento desta nova ferramenta. Algo que poderá ajudar a Google a preparar-se para um futuro além do Android.

Qual a relação do Flutter com o Fuchsia?

Não é uma relação simples de ser explicada. Contudo, vários informações relativas ao Flutter apareceriam nos leaks (fugas de informação) alusivos ao Fuchsia. Isto porque toda a interface (UI) do Fuchsia seria construída já com o Flutter SDK (Kit de desenvolvimento de software). Em seguida temos um exemplo de uma App desenvolvida com esta nova Framework ou caixa de ferramentas.

Ora, uma vez que as aplicações programadas a partir do Flutter serão compatíveis com Android e iOS. Isto significa que as apps para Android feitas com o Flutter serão instantaneamente compatíveis com o Fuchsia.

É por isso que neste momento a Google precisa de mais programadores a utilizar esta nova framework. Para a pouco e pouco se familiarizarem com o seu funcionamento e todos os aspectos a ela associados. Desta forma, assim que o Fuchsia estiver pronto para ser lançado, a transição do Chrome OS e do Android será mais simples. Tanto para o utilizador como para o programador.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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