Samsung Galaxy S8

Os smartphones, como os conhecemos, celebram o seu décimo aniversário este ano. O Samsung Galaxy S8 é um excelente exemplo de uma evolução constante dos terminais lançados pelas marcas até à data.

Contudo, até que ponto é que essa maturação não terá alcançado uma estagnação? Será o Galaxy S8 tão diferente de um smartphone de uma empresa completamente distinta, com objetivos díspares, e lançado no ano de 2015, por exemplo?

   

Pois, talvez não. A melhor das comparações entre o Galaxy S8 e um outro smartphone, também destinado ao mercado de gama-alta, será com o Lumia 950. Se calhar, até deveria comparar com o modelo XL, visto que a versão mais pequena dos Galaxy S8 tem apenas menos 0,1 polegadas de ecrã que este Lumia. Porém, fiquemo-nos pelo Lumia 950.

Samsung Galaxy S8

Ora, os dois smartphones, o Samsung Galaxy e o Microsoft Lumia, têm um ecrã de resolução Quad-HD. Ambos têm uma quantidade de RAM e processadores da Qualcomm que permitem que, quase numa mesma escala, tenham desempenhos semelhantes em páginas web na utilização de redes sociais. Claro está que, aqui, a maior diferença ficar-se-á pelo facto de um ter todas as aplicações otimizadas para esse, o S8, algo que não acontece no caso do Lumia 950 mas, lá está, isso é outra história no qual não vou entrar aqui, hoje.

Então, vemos que, pelo menos em dois aspetos, os dois smartphones são bastante semelhantes. Melhor que tudo isso é que, por exemplo, ambos têm uma câmara fotográfica traseira excelente. A do Galaxy S8 equivale à do seu antecessor, pelo que se pode dizer que terá um ano de existência e, no caso do Lumia, quase um ano e meio. A maior diferença entre ambas, pelo menos em termos numéricos, é que a primeira tem 12MP e a segunda 20MP.

Façamos uma pequena pausa. Três dos mais importantes aspetos a considerar num flagship para muitos, será o desempenho, a câmara e o ecrã. O que é certo é que, pelo menos até aqui, com ligeiras diferenças, os dois smartphones são altamente semelhantes.

Todavia, os dois modelos analisados diferem em muitos aspetos, mas mau seria se tal não acontecesse. Esquecendo que um smartphone é feito de vidro e metal e o outro de policarbonato, ambos possuem tecnologia Wireless-Charging. Por outro lado, só o Galaxy S8 conta com a nova tecnologia Bluetooth 5.0, bem como resistência a água e poeiras ou até uma câmara frontal com focus-facial.

Porém, pode dizer-se que essas três, a mais umas razões(itas) serão suficientemente relevantes para que possam ser denominadas de evolução? É relativo. O que não é tão relativo quanto isso é que, apenas quase um ano e meio depois de ter sido lançado o Lumia 950, é que a Samsung decidiu implementar duas funcionalidades no seu flagship.

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Leitor de Íris e Samsung Dex, em 2017, equivalem a Windows Hello e Continuum, em 2015. Duas das mais aclamadas novidades do evento de apresentação do Galaxy S8 foram a sua segurança e a sua transformação num computador de bolso. Apesar disso ser algo novo no Galaxy S8, está longe de ser inovador quando olhamos para o mercado como um todo.

Samsung Galaxy S8

O mal-amado Lumia 950 já contava com essas duas possibilidades em 2015 e, por isso, não se pode dizer, de todo, que o que foi implementado no Galaxy S8 seja algo novo. Há mal nisso? Não. Se a empresa A, que opera no mercado com a empresa B, lançar um produto totalmente inovador, até que ponto é que a empresa B não deverá fazer o mesmo? Pois, deverá lançar esse produto. No entanto, não pode dizer que esse produto, da empresa B, é totalmente inovador.

Claro está que, pelo menos neste caso, a empresa A será a Microsoft e a B a Samsung. Mas, mais importante do que tudo isso é o que foi escrito no início do artigo, no seu título. O mercado dos smartphone está a estagnar, se é que já não estagnou.

Samsung Galaxy S8

As empresas vão melhorando um ou outro aspeto, aumentando a quantidade de memória RAM e os ecrãs, adicionando novas funcionalidades que não são tão relevantes quanto isso. No final, o que fazemos num smartphone adquirido no final de 2015, ou durante 2016, por exemplo, será muito semelhante ao que se fará num modelo deste ano, desde que olhemos para produtos na mesma faixa de preço claro.

Assim, em jeito de conclusão, até que ponto haverá espaço para que este mercado evolua ainda mais. Até que ponto, por exemplo, poderá o iPhone X ser tão diferente destes dois? Talvez tenha um ecrã maior, como o do S8, mais RAM e a possibilidade de ser ligado a um portátil e virar um MacBook limitado…Talvez. Se assim for, então o tal iPhone será uma espécie de Galaxy S8, só que da Apple.

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Agora há que pegar no balde de pipocas e assistir a este pequeno filme, marcado pela estagnação do mercado e a possibilidade de surgir algo novo de alguém que não sabemos quem será e que, poderá demorar 3, 4, 5, 10 anos, quem sabe.

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