FIFA testa nova tecnologia de fora de jogo

Bruno Coelho
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A FIFA prepara-se para testar uma nova tecnologia para detetar jogadores de futebol em fora de jogo. O novo sistema “semiautomático” vai ser posto em prática já na Taça das Nações Árabes, havendo a vontade de o usar no Mundial do Qatar, em 2022.

A entidade máxima no futebol já realizou testes prévios na Alemanha, mas também em Inglaterra e Espanha. Mas onde poderemos ver a tecnologia em pleno será na competição que tem início hoje.

Como funciona a nova tecnologia de fora de jogo

“Teremos um conjunto de câmaras instaladas sob o telhado de cada estádio”, confirmou Johannes Holzmüller, diretor da Football Technology & Inovation. "Os dados de acompanhamentos dos membros extraídos do vídeo serão enviados para as salas de operações e a linha de fora de jogo calculada e o ponto de início detetado serão fornecidos ao operador de repetição quase em tempo real. Este pode mostrá-los imediatamente ao VAR”, adiciona.

Semi-automated offside technology explained ahead of FIFA Arab Cup. Pierluigi Collina and Johannes Holzmüller explain the advancement of the tests to date. This technology will be tested at the FIFA Arab Cup 2021™ #FIFArabCup #FootballTechnology 📽 https://t.co/A6Bef8f25A pic.twitter.com/A63xwvYZTC

— FIFA Media (@fifamedia) 29 de novembro de 2021

Na prática, esta tecnologia semiautomática de fora de jogo será capaz de calcular movimentos de membros (pernas/braços) mais facilmente. Segundo a BBC, serão 10 a 12 câmaras capazes de apanhar 29 pontos por cada jogador 50 vezes por segundo.

Um fora de jogo é uma “infração cometida pelo jogador que, no momento em que lhe é passada a bola, tem apenas um ou nenhum jogador da equipa adversária entre ele e a baliza”.

Nem sempre é possível, para os árbitros, tomar a decisão correta. E embora os erros tenham diminuído com a introdução do VAR (videoárbitro), é um sistema que mantém as suas lacunas. Veremos como vai correr a introdução desta nova tecnologia.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Vive entre a paixão pela escrita, a música e a tecnologia. Licenciou-se em Ciências da Comunicação na Universidade da Beira Interior em 2015, e fez parte da equipa que fundou o Jornal de Belmonte. Produziu vários podcasts independentes pelo caminho. Come especificações ao pequeno-almoço.