
A ansiedade é um dos problemas de saúde mental com que mais pessoas lidam, no seu dia a dia. Infelizmente, nem todos têm a possibilidade de pagar consultas de terapia, mas um novo estudo científico mostra uma forma simples de reduzir os sintomas de ansiedade.
O estudo clínico em questão, publicado na revista PLOS Mental Health em janeiro de 2026, diz que ouvir um certo tipo de música durante 24 minutos pode reduzir significativamente os sintomas de ansiedade (via Science Daily).
O que testaram e como
O estudo foi conduzido por investigadores da Universidade Metropolitana de Toronto, em parceria com a LUCID, uma empresa de terapêutica digital. Participaram 144 adultos com ansiedade moderada, todos já a fazer medicação para controlo dos sintomas.
Os participantes foram divididos em quatro grupos: um grupo de controlo que ouviu ruído rosa durante 24 minutos, e três grupos que ouviram música combinada com estimulação auditiva rítmica. Esta técnica utiliza padrões sonoros rítmicos para influenciar a atividade cerebral, durante 12, 24 e 36 minutos, respetivamente.
Antes e depois das sessões, todos responderam a questionários que mediam os níveis de ansiedade e o humor.
Os resultados: 24 minutos é o ponto ideal
Os dados foram claros: ouvir música com estimulação auditiva rítmica reduziu significativamente os sintomas cognitivos e físicos da ansiedade, em comparação com o grupo de controlo. Os participantes reportaram também melhorias no humor.
O detalhe mais interessante está na duração. A sessão de 24 minutos produziu a redução mais significativa de ansiedade, com resultados semelhantes aos da sessão de 36 minutos, mas claramente superiores aos da sessão de 12 minutos.
Segundo o investigador Frank Russo, professor de psicologia da TMU e diretor científico da LUCID, os 24 minutos representam o ponto ideal.
Porque é que isto importa
A grande vantagem desta abordagem é a acessibilidade. Ao contrário de medicamentos ou terapia, ouvir música não exige receita, consulta nem lista de espera. Pode ser feito em casa, no trabalho ou nos transportes.
Os investigadores são cuidadosos em não apresentar a música como substituto de tratamentos clínicos estabelecidos. O estudo foi conduzido em pessoas que já faziam medicação, e a música surge como complemento, não como alternativa total. Mas para quem procura formas adicionais de gerir o stress e regular as emoções no dia a dia, os resultados são encorajadores.
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