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Estes são erros comuns que as pessoas mais cometem e que estragam qualquer ecrã

Limpar o ecrã com o produto errado ou usar papel de cozinha pode danificar o revestimento e queimar o painel da tua TV ou portátil. Vê os erros mais perigosos que cometes sem saber e descobre a forma certa de os evitar.

Limpar o ecrã do smartphone, do portátil ou da televisão não tem nada que enganar. No entanto, é precisamente no momento de tirar as marcas de dedadas ou o pó acumulado que a maioria das pessoas comete erros fatais.

Em Portugal, o hábito de recorrer ao limpa-vidros da cozinha ou à manga da camisola continua a ser a regra em muitas casas — e infelizmente, muitas vezes, o resultado são ecrãs danificados sem hipótese de reparação.

Se queres manter os teus equipamentos impecáveis sem estragar os revestimentos de fábrica, estes são os erros mais comuns que deves evitar.

1. Usar limpa-vidros, álcool ou produtos com amoníaco

Este é o erro mais grave e, infelizmente, o mais frequente. Os ecrãs modernos — especialmente OLED, AMOLED e os monitores com acabamento mate ou antirreflexo — têm camadas químicas protetoras extremamente sensíveis.

Produtos como limpa-vidros ou álcool etílico corroem esse revestimento. Podes nem reparar no primeiro dia, mas ao fim de algumas limpezas vais notar manchas baças, zonas esbranquiçadas e a perda do efeito antirreflexo.

O que fazer: Usa apenas água destilada ligeiramente humedecida num pano apropriado. Se o ecrã tiver gordura difícil de tirar, opta por detergentes específicos para ecrãs sem álcool nem amoníaco.

2. Borrifar líquidos diretamente no ecrã

Nunca borrifes água ou qualquer produto diretamente sobre o ecrã. A lei da gravidade não nos favorece nesta situação e faz com que o líquido escorra para a moldura inferior, entrando pelas pequenas folgas onde se encontram as ligações elétricas e os controladores da imagem.

Nas televisões OLED e nos portáteis, poucas gotas no sítio errado são suficientes para queimar a placa ou criar linhas verticais permanentes no ecrã.

O que fazer: Borrifa o líquido sempre no pano de microfibras e nunca no dispositivo. O pano deve ficar apenas húmido ao toque, nunca a pingar.

3. Usar papel de cozinha, guardanapos ou a roupa

O papel de cozinha e os guardanapos parecem inofensivos, mas na verdade são feitos de fibras de madeira bastante abrasivas. Ao esfregar o papel contra o ecrã, estás a criar microrriscos superficiais que acumulam luz e estragam a claridade da imagem a longo prazo.

Usar a manga da camisola ou a t-shirt também é um risco: os tecidos podem conter poeiras duras, fechos ou botões que riscam o vidro num instante.

O que fazer: Utiliza apenas panos de microfibras limpos (como os que usas para limpar os óculos). Garante que o próprio pano não tem areias ou poeiras presas antes de o encostar ao ecrã.

4. Fazer demasiada pressão ao limpar

Quando encontras uma mancha mais difícil, a tendência natural é aplicar força. Em ecrãs OLED ou LCD de portáteis e televisões, a pressão excessiva pode danificar os cristais líquidos ou os díodos emissores de luz, criando píxeis mortos ou manchas pretas para sempre.

O que fazer: Limpa com movimentos circulares suaves e sem fazer força. Se a mancha persistir, humedece um pouco mais o pano de microfibras e deixa o líquido atuar uns segundos sobre a sujidade para a amolecer antes de passar o pano novamente.

5. Limpar os dispositivos ligados ou quentes

Limpar uma TV OLED, por exemplo, assim que a desligas é um erro. Os painéis quentes fazem com que qualquer humidade se evapore demasiado depressa, deixando marcas de água secas difíceis de remover. Além disso, com o ecrã ligado e iluminado é praticamente impossível encontrar o pó e as dedadas mais leves.

O que fazer: Desliga sempre o aparelho da tomada e espera que o ecrã arrefeça completamente. Com o ecrã preto e desligado, é muito mais fácil encontrar onde está a sujidade e limpar em segurança.

6. Usar objetos metálicos nas portas e grelhas

A limpeza não se fica pelos ecrãs. Quando a entrada USB-C do smartphone começa a falhar o carregamento devido à acumulação de cotão, muita gente recorre a agulhas, clipes de papel ou aos pinos de ejetar o cartão SIM.

Inserir objetos metálicos numa porta com corrente é a forma mais rápida de fazer um curto-circuito nos pinos internos ou dobrar os contactos de carregamento, transformando uma limpeza simples numa reparação dispendiosa.

O que fazer: Para encontrar e remover o cotão das portas USB-C ou das grelhas de som, usa um palito de dentes em madeira ou plástico, sempre com o equipamento desligado e com gestos suaves.

Rodrigo Vieira
Rodrigo Vieira
O Rodrigo é colaborador na 4gnews e cobre assuntos como gadgets, telecomunicações e software. É licenciado em Comunicação e conta com 10 anos de experiência na criação de conteúdo escrito online.