Não é o nome oficial, mas a comparação é inevitável: estrutura angular, acabamento metálico e um design que parece saído diretamente do Tesla Cybertruck.
Resultado? Em Espanha e França já ganhou o apelido de “radar Cybertruck”.
O que torna estes radares diferentes?
Ao contrário dos radares fixos tradicionais, aqueles que já toda a gente identifica ao longe, estes sistemas são móveis, colocados em estruturas discretas à beira da estrada.
O que conseguem detetar:
- Uso do telemóvel ao volante
- Falta de cinto de segurança
- Distância de segurança insuficiente
- Ultrapassagens ilegais
- Excesso de velocidade em várias faixas ao mesmo tempo
Em muitos casos, tudo isto é feito de forma automática, com recurso a câmaras de alta definição, sensores avançados e até inteligência artificial.
Aliás, os novos radares em Espanha conseguem multar a mais de 1 km de distância, graças à tecnologia laser, e estes "Cybertruck" seguem a mesma lógica de fiscalização invisível e contínua.
Espanha já comprou 15 unidades. E Portugal?
A Direção Geral de Tráfico espanhola adquiriu recentemente 15 unidades destes equipamentos, com um custo a rondar os 80 000 euros cada. Municípios como La Unión, em Múrcia, já os têm em funcionamento.
Por cá, o caminho aponta na mesma direção. O Governo português prepara-se para reforçar a fiscalização com mais radares e inteligência artificial nas estradas nacionais, com novos equipamentos previstos para este ano. Para quem conduz em Portugal, há locais onde se registam muitas infrações e onde a fiscalização é mais frequente.
O fim dos "truques" para escapar às multas?
Travar antes do radar, usar apps de alerta ou confiar na memória dos locais habituais, estas estratégias tornam-se cada vez menos eficazes com esta nova geração de sistemas.
A fiscalização passa a ser contínua e global, não pontual. Para quem circula em Portugal este mês, a PSP já publicou a lista de radares de abril com todos os locais e horários previstos.
O cenário é simples: radares cada vez mais inteligentes, discretos e com um olho clínico para tudo o que fazes na estrada. Para os condutores portugueses que andam por Espanha ou França, a regra é simples: cumprir ou pagar.
