O modo poupança de energia foi criado para prolongar a autonomia do telemóvel, mas usado de forma incorreta pode produzir exatamente o efeito contrário. Muitos utilizadores ativam esta funcionalidade de forma permanente, acreditando que assim estão a proteger a bateria.
Na prática, este é um erro comum. Quando o modo poupança está constantemente ativo, o sistema limita processos essenciais, reduz a sincronização em segundo plano e altera o comportamento das aplicações. Assim sendo, isto produz o efeito contrário ao desejado.
Em suma, faz com que as tarefas sejam executadas de forma menos eficiente, obrigando o telemóvel a compensar mais tarde com picos de consumo energético. Mas não é só isso. Isto porque muitos utilizadores desbloqueiam repetidamente o telemóvel para ver se existem mensagens ou notificações por ler.
O que dizem os especialistas
Ora, este comportamento aumenta o número de ativações do ecrã, um dos componentes que mais consome bateria num smartphone moderno. Outro problema surge nas atualizações automáticas.
Com o modo poupança ligado, muitas apps deixam de atualizar corretamente, acumulando processos pendentes. Quando o modo é desativado, o sistema tenta recuperar tudo de uma vez, o que gera consumo excessivo de energia e impacto no desempenho.
A recomendação dos especialistas é para se usar o modo poupança apenas em momentos específicos, como quando a bateria está abaixo dos 20% ou quando sabes que vais ficar várias horas sem acesso a um carregador. Fora dessas situações, o melhor é mesmo evitares já que o sistema operativo gere melhor a energia de forma automática.