Ao comprar através dos nossos links, podemos receber uma comissão. Saiba como funciona.

Esquece o preço: há fortes motivos para os portugueses comprarem tantos Dacia

É fácil olhar para os números de vendas de automóveis em Portugal e atirar a velha justificação para o ar, de que a Dacia só vende porque os portugueses não têm dinheiro para mais. Mas a verdade é bem diferente.

Dacia

Os números não mentem e as imagens da mais recente apresentação da Dacia na nossa viagem até ao Alentejo provam exatamente isso. A Dacia tem uns impressionantes 19,72% de quota de mercado nas vendas a particulares em Portugal. O pódio nacional está completamente dominado pela marca do grupo Renault.

O Dacia Sandero é o rei das vendas com 3955 unidades vendidas a clientes particulares. Logo a seguir vem o Duster com 3749 unidades. Mas o que mudou na cabeça dos consumidores? O preço continua a ser atrativo, claro que sim. No entanto, o que mudou depois de conduzirmos toda a nova gama da Dacia é aquilo que o carro entrega no dia a dia.

Nova estética e um salto gigante na qualidade

Há uma década era justo afirma que os carros da Dacia tinham plásticos rijos de pouca qualidade e um design aborrecido. A nova identidade visual da Dacia transformou completamente a perceção da marca. E diria que basta entrares num, e conduzi-lo durante algum tempo, para sentir isso.

Os carros têm agora uma presença em estrada robusta, moderna e muito apelativa. O novo Duster e o imponente Bigster (que já registou 595 vendas a particulares logo na sua entrada no segmento C) são a prova viva de que um carro acessível pode ter muito estilo. O Bigster ganhou, aliás, prémio de Carro do Ano em Portugal.

A qualidade de construção também subiu vários degraus. Quando estivemos em França a testar toda a gama da Dacia, incluindo o novo Sandero, Duster, Jogger, Bigster e Spring, ficou claro que a montagem, os materiais e o conforto estão hoje num patamar muito superior ao do passado. Já não tens aquela sensação de estar a conduzir um carro "low cost".

Dacia

Sim, a Dacia aposta cada vez mais forte na tecnologia

Os consumidores estão cada vez mais inteligentes e pragmáticos. O português comum não quer pagar mais cinco ou dez mil euros por sistemas de infoentretenimento complexos que só dão dores de cabeça e que ficam desatualizados em dois anos.

A Dacia percebeu isso de forma astuta e incluiu apenas a tecnologia essencial. Tens os ecrãs táteis rápidos, conectividade sem fios com o teu smartphone (Apple CarPlay e Android Auto), os sistemas de segurança obrigatórios e a câmara traseira. Está lá o essencial, sem os aquelas tecnologias que boa parte dos condutores nunca chega a usar.

Dacia

O apelo do GPL e o sucesso do Spring

E claro, não podemos ignorar o fator poupança diária. A forte aposta no bi-fuel (GPL) de fábrica continua a ser um argumento de peso imbatível para quem faz muitos quilómetros, aliviando imenso a fatura na bomba de combustível. Mas o futuro da Dacia passa também passa pela eletricidade.

O Dacia Spring é atualmente o veículo elétrico número um em vendas a particulares no nosso país, com 715 unidades entregues.

A fórmula de sucesso

No fim de contas, o Sandero, o Duster e os modelos familiares como o Jogger (com as suas sólidas 683 vendas) colocam-se no topo das vendas em Portugal por uma razão. A Dacia deixou de ser apenas a "marca barata". Passou a ser a marca da compra qualidade-preço.

Os veículos entregam o design que as pessoas querem, a tecnologia que as pessoas realmente usam e a fiabilidade que se exige. Os quase 20% de portugueses que os compram sabem o bom negócio que estão a fazer.

Xiaomi Portable Electric Air Compressor 2
Xiaomi Portable Electric Air Compressor 2 Compressor de ar portátil (0,2 10,3 bar/3-150 psi, 6 modos, bateria de 2000 mAh
37,80 €Amazon
49,99 €-24%
Adiciona o 4gnews ao teu Google News Google News
Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre tecnologia. Já fez mais de 300 reviews a equipamentos, visitou fábricas de smartphones na China e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA. É editor-chefe desde 2025.