Inteligência Artificial é já usada por professores nas aulas. E em Portugal?

Mónica Marques
Mónica Marques
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Assim que surgiu, o ChatGPT envolveu polémica na área da educação, sobretudo por causa da ameaça de plágio. Agora alguns professores querem aproveitar o potencial da tecnologia no ensino, e transformar a educação e a Inteligência Artificial em aliados dentro da sala de aula.

Professores americanos mostram aos alunos como usar o ChatGPT de forma responsável

imagem de uma sala de aula na universidade
Alguns professores consideram que é impossível evitar a utilização de plataformas de Inteligência Artificial na educação Crédito@CXInsight/Unsplash

A Inteligência Artificial (IA) tornou-se o tema central de discussão entre vários professores, sobre a sua utilização ou não na sala de aula. Na expetativa de começar um novo ano letivo, o tema volta a ser o centro das atenções, com alguns professores a mostrarem de que forma a educação e a IA podem ser aliadas dentro da sala de aula, para revolucionar as técnicas de ensino e de aprendizagem.

Na prática, um grupo de professores norte-americanos explicou à revista Time que é impossível manter o ChatGPT fora da sala de aulas. Por essa razão, a solução passa por mostrar aos alunos como usar a plataforma da OpenAI, de forma responsável.

Em exemplos “felizes” da utilização da plataforma, um aluno de uma escola secundária norte-americana pediu ao ChatGPT que gerasse um rap sobre vetores e trigonometria enquanto uma professora de inglês permitiu que os alunos solicitassem que a plataforma de Inteligência Artificial para “traduzir” passagens de Otelo de Shakespeare para uma linguagem moderna.

Estas são apenas duas formas, de acordo com a revista Times, de como o ChatGPT já é utilizado pelos próprios professores para dar matéria aos alunos. Alguns professores que se mostram mais recetivos à utilização da tecnologia afirmam que a plataforma de Inteligência Artificial consegue bons níveis de envolvimento dos alunos e que esse é o caminho a seguir.

Em Portugal a Direção-geral da Educação segue relatório do Conselho da Europa

Em Portugal, a Direção-Geral da Educação deu já a conhecer as suas diretrizes que se baseiam, na sua totalidade, no relatório Artificial Intelligence and Education, emitido pelo Conselho Europeu.

Este relatório centra-se em três pontos fundamentais:
1. aborda a aplicação e o ensino da Inteligência Artificial;
2. debruça-se sobre a Inteligência Artificial e a educação, sob a perspetiva dos direitos humanos, democracia e estado de direito;
3. fala sobre as oportunidades e desafios da Inteligência Artificial na educação.

De acordo com esta autoridade portuguesa, o relatório do Conselho Europeu apresenta uma “visão holística da Inteligência Artificial na educação, de modo que essa ligação constitua uma mais-valia, tanto para professores como para alunos”. Confere o relatório na íntegra para saberes mais detalhes.

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Mónica Marques
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Como jornalista de tecnologia assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech ao longo de mais de 20 anos de carreira. monicamarques@4gnews.pt