DJI segue destino da Huawei ao ser também banida pelos EUA

Carlos Oliveira
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A guerra comercial entre os EUA e a China fez mais uma vítima no mercado tecnológico. Depois da Huawei, o Departamento de Comércio americano colocou hoje a DJI na sua "lista negra".

A DJI é uma das marcas de drones mais conhecidas no mundo e tem sede na cidade chinesa de Shenzhen. Tal como aconteceu com a Huawei, o governo americano justifica esta decisão com receios à segurança nacional.

Violação de direitos humanos na origem das sanções à DJI

É do documento que coloca a DJI na lista negra do Departamento de Comércio americano que se retira a justificação oficial para esta decisão. Tal como se pode ler, a empresa chinesa é acusada de "possibilitar abusos em larga escala dos direitos humanos na China através da coleta e análise genética abusiva ou vigilância de alta tecnologia".

DJI

Segundo várias fontes, isto está relacionado com o recente escândalo dos campos de detenção na província de Xinjiang. A DJI é acusada de fornecer, ao governo chinês, drones que possibilitam a vigilância desses mesmos locais.

Estes campos serão destinados a acolher cidadãos de étnia uigure. Um escândalo no qual também a Huawei já viu o seu nome envolvido, mas no seu caso devido ao suporte ao desenvolvimento de sistemas de reconhecimento facial.

DJI está agora impedida de comprar tecnologia americana

As sanções agora impostas à DJI seguem os mesmos padrões que se verificaram relativamente à Huawei. Nesse sentido, a empresa do ramo dos drones vê-se agora impedida de negociar com empresas norte-americanas.

Estas imposições irão bloquear o acesso da DJI a componentes com origem americana para os seus produtos. Também as vendas dos drones DJI podem sofrer um revés naquele mercado, devido aos receios de retaliação que as lojas possam receber por negociar com a empresa chinesa.

Ainda é cedo para especular as consequências que esta decisão trará para o futuro da DJI. Tal como sucedeu com a Huawei, esta corre o sério risco de ver a sua influência no mercado cair drasticamente.

Em todo o caso, o documento do Departamento de Comércio americano possibilita algumas exceções a estas restrições. Estas terão de ser avaliadas caso a caso.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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