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Disney corta relações com o YouTuber PewDiePie

Piada ou não, as palavras de quem "lidera" mais de 50 milhões de pessoas não são isentas de peso e responsabilidade.

PewDiePie

Com 53 milhões de subscritores e 3111 vídeos na plataforma YouTube, Felix Kjellberg (Pewdiepie) dispensa apresentações. O YouTuber mais popular da atualidade nunca se privou de expressar as suas opiniões ou de visar algum tema mais “sensível” como objecto dos seus vídeos, alguns de cariz satírico.

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Aparentemente imune ou alheio aos dramas sem os quais a sociedade já não vive, um dos seus últimos vídeos parece ter ferido a sensibilidade de alguns directores na Disney.

Em questão está um vídeo, lançado no dia 11 de janeiro, em que Pewdiepie testa os limites do bom-senso na plataforma Fiverr. Para quem não está familiarizado com este serviço, o Fiverr é um site onde, a troco de pelo menos 5 dólares, podes encontrar milhares de pessoas dispostas a satisfazer o teu pedido.

Até onde vão os limites do humor de Pewdiepie?

Desde criar uma introdução para o teu YouTube, a desenhar a tua cara em Cartoon, se existe procura, existirá oferta no Fiverr. Ora, e se o pedido fosse muito pouco ortodoxo?

Eis o que sucedeu. Pewdiepie encontrou um grupo de indianos nesta plataforma (Fiverr) e decidiu contratar os seus serviços. A troco de 5 dólares Pewdiepie pediu a estes senhores que criassem um cartaz, um banner ou pequeno trecho de vídeo em que eles dissessem “Morte a todos os judeus”.

O vídeo em questão “PewDiePie visits Fiverr” foi removido pelo utilizador mas, com uma simples pesquisa no YouTube encontrarão outros canais com o vídeo original.

PewDiePie
O momento em que PewDiePie se apercebeu que foi longe de mais

Enquanto subscritor do canal PewDiePie, na altura achei o vídeo um pouco arrojado, até mesmo para os padrões do jovem sueco. Apesar de a sua reação falar por si, nota-se o arrependimento imediato, ele decidiu publicar o vídeo de qualquer forma em nome da comédia e da liberdade de expressão.

A reação de PewDiePie é de choque e surpresa. Segundo declarações do próprio “Nunca pensei que o fizessem”. Esta já não é a primeira vez que o jovem sueco foi envolvido em controvérsia relacionada com anti-semitismo.

Uma coisa é certa, tudo o que afirmamos publicamente pode, e geralmente é, usado contra nós. Seja a brincar ou não, estas palavras de PewDiePie, apesar de interpretadas como nada mais do que uma piada pelos seus fãs, para o restante público (sempre voraz por um bom escândalo), não tardaram a manchar a sua imagem.

O “peso” das palavras de PewDiePie

A Disney não demorou muito a agir e revogou um contrato milionário que tinha celebrado com PewDiePie.

Em causa estariam vários conteúdos a ser produzidos pela “Maker Studios”, desde publicado a aplicações para smartphone em que PewDiePie participaria. Uma coisa é certa, PewDiePie perderá uma enorme fonte de receita.

PewDiePie: O contexto importa, bastante!


Face à controvérsia gerada pelo vídeo original, PewDiePie defendeu-se publicamente num vídeo em que disse o seguinte:

“Aquilo que penso, e no qual acredito firmemente, é que agora estamos em 2017. Temos que começar a separar aquilo que é uma piada e aquilo que é, efetivamente, problemático. Uma piada é um ato de puro racismo? Algo que seria considerado um gracejo  é puramente homofóbico, racista ou anti-semítico? O contexto importa!”

De acordo com um dos representantes da Disney ” O senhor Felix criou um enorme público com a sua atitude provocativa e irreverente. Desta vez ele foi longe de mais e os vídeos resultantes não são apropriados.” Razões que ditaram o fim da colaboração entre a “Maker Studios” e o YouTuber PewDiePie.

Desde então o YouTuber já veio a público com uma declaração no seu Tumblr (via). Segundo o próprio, a intenção do vídeo não era discriminar qualquer grupo social mas apenas expor, e alertar, os extremos que as pessoas estão dispostas a ir para obter algum retorno financeiro.

Sem nunca apoiar qualquer tipo de atitudes ofensivas para com qualquer grupo étnico ou religioso, em última análise, Felix Kjellberg entendeu que as suas palavras possam ter assumido dimensões e interpretações que não as concebidas pelo próprio.

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ViaTumblr
FonteWall Street Journal

Quando não está a escrever um artigo ou a gravar algum vídeo, o Bacelar tem por hábito saborear um bom livro, descobrir novas bandas sonoras ou simplesmente desfrutar do sol, na companhia de quem mais gosta (MM).