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DIGI conta toda a verdade sobre a falta de cobertura no Metro de Lisboa

Operadora romena explica porque não tem cobertura no subterrâneo da capital, ao contrário do Porto.

DIGI

A DIGI Portugal aproveitou o encontro com a imprensa nacional desta terça-feira para expor as razões técnicas e burocráticas que impedem os seus clientes de terem rede móvel no Metro de Lisboa. A operadora apontou o dedo à administração do metropolitano por travar a instalação de equipamentos de dimensões reduzidas, escreve a CNN Portugal. Recordamos que a operadora também garantiu que não vai aumentar preços em 2026.

A situação em Lisboa contrasta fortemente com o que se passa a norte. Valentin Popoviciu, chefe de estratégia e operações da marca, esclareceu que no Metro do Porto a DIGI construiu a sua própria infraestrutura e que está a tentar fazer o mesmo no Metro de Lisboa. No entanto, o processo em Lisboa continua praticamente parado e em fase de negociações.

O CEO da DIGI Portugal, Emil Grecu, não poupou nas críticas e afirmou que a maneira como têm sido tratados pelas autoridades não tem sido a melhor. Segundo o responsável, a empresa discute há mais de dois anos com as autoridades do Metro de Lisboa, mas a resposta é que não têm autorização para colocar o seu próprio sistema e que teriam de utilizar o sistema dos outros operadores.

O problema piora quando os concorrentes afirmam que a DIGI não se pode juntar ao sistema já existente e que teria de ser construída uma nova infraestrutura. O ponto mais polémico desta discórdia prende-se com a dimensão do equipamento necessário. A operadora propôs uma solução temporária que foi rejeitada.

DIGI queria solução transitória, mas foi-lhe negada

Grecu revelou que não os deixaram colocar uma solução transitória, que consistia apenas em duas caixas do tamanho de duas folhas A4, em cada estação. Para além do espaço reduzido, a exigência energética era mínima, pois só seria necessário uma cedência de energia do Metro, similar à necessária para acender uma lâmpada, para garantir rede nas estações e túneis.

A empresa considera esta postura incompreensível. O CEO sublinhou que disseram à autoridade do metro que "isto é inaceitável" e que não podem estar mais um ano sem rede no Metro de Lisboa. A DIGI defende ainda que ter mais do que um sistema faz com exista redundância, o que é positivo em prol da resiliência da infraestrutura.

Apesar de a operadora entender que este bloqueio à expansão da cobertura de telecomunicações é ilegal face à legislação europeia, a decisão é não avançar para os tribunais, pois "demoraria anos a ser decidido". O objetivo continua a ser resolver o problema pela via negocial, sendo este um dos objetivos principais para 2026. Podes recordar tudo o que a DIGI fez em 2025 em Portugal.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre as novidades tecnológicas. Durante esse período já fez mais de 200 reviews e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA.