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Cuidado: vídeos criados por IA afetam o cérebro das crianças

Mais de 200 especialistas pedem ao Google para acabar com vídeos de IA que prejudicam crianças. O conteúdo cresce rápido e pode afetar atenção e desenvolvimento.

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Fonte:Shutterstock

Um grupo liderado pela organização Fairplay enviou uma carta formal aos CEOs do Google e do YouTube com um pedido claro: proibir vídeos produzidos por inteligência artificial no YouTube Kids e banir qualquer conteúdo de IA classificado como "Para Crianças".

O documento reúne mais de 200 assinaturas, incluindo médicos, investigadores de desenvolvimento infantil e o autor de "The Anxious Generation", Jonathan Haidt.

O que é o "AI Slop"

O termo descreve vídeos de baixa qualidade produzidos por IA, sem revisão humana, cheios de cores intensas, sons repetitivos e situações sem lógica. Foram desenhados para prender a atenção de bebés e crianças. Segundo dados da Kapwing, uma ferramenta online que ajuda a criar e editar vídeos e conteúdos multimédia, cerca de 21% do conteúdo no feed do YouTube já é deste tipo.

O cérebro das crianças cresce muito nos primeiros anos, atingindo cerca de 90% do seu desenvolvimento até aos 5 anos. A Sociedade Portuguesa de Neuropediatria alerta que usar demasiado os ecrãs nesta fase pode causar atraso na linguagem, dificuldade em concentrar-se e comportamentos de isolamento. Ver conteúdos sem sentido de forma contínua pode piorar estes problemas e tornar mais difícil para a criança distinguir o que é real do que é ficção.

O que exigem os especialistas

Proibição de conteúdo de IA no YouTube Kids e fim das recomendações baseadas em algoritmos de vídeos de IA para menores de 18 anos, e criação de um botão nos controlos parentais para bloquear estes conteúdos por completo, mesmo que a criança pesquise por eles. Exigem ainda que o Google pare de investir em estúdios de animação de IA para crianças.

O YouTube afirmou que "tem padrões elevados" e que em janeiro ja removeu canais responsáveis por 4,7 mil milhões de visualizações. Para os especialistas, continua a ser insuficiente face a escala do problema.

O que podes fazer?

O YouTube ja tem funcionalidades de controlo parental para limitar o tempo de ecrã e filtrar conteúdo nos Shorts. Os neuropediatras portugueses recomendam no máximo 30 minutos por dia de exposição a ecrãs, para crianças entre os 4 e os 6 anos e sempre com supervisão de adultos.

Nenhum filtro substitui o olhar atento de um pai ou mãe.

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Miguel Vieira
Miguel Vieira
Redator no 4gnews com formação em Programação e Multimédia. Cobre tecnologia, gaming e mobilidade elétrica, com presença em eventos como a Web Summit, Lisboa Games Week, ECarShow e SAHE.