Samsung Galaxy S8 - Inovação
O novo Samsung Galaxy S8

Inovação é um conceito muito complexo, ainda para mais quando aplicado a nível tecnológico e, principalmente, do mercado mobile. Contudo, numa breve opinião, bem fundamentada, o mesmo pode aparecer e justificar-se adequadamente.

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Então, enquanto que Criatividade é a produção de novidades, isto é, novas ideias que podem chegar ao mercado ou não (pode não ser aplicável), a Inovação está direcionada para tornar viável uma certa ideia, estabelecendo a ponte entre a novidade e o mercado. Desta forma, a partir daqui assumiremos que os dois conceitos se distinguem, porque são realmente distintos.

   

Consequentemente, analisaremos a Inovação no mercado dos smartphones nos últimos três anos – digo três anos para que seja um período de tempo suficientemente curto para que ninguém se perca, e longo quanto baste para que os exemplos sejam muitos.

Na medida em que a Inovação num smartphone passará, claramente, pela imposição de funcionalidades ou recursos altamente distintivos do mesmo, de uma forma coerente, então podemos destacar logo um exemplo daquilo que foi Criatividade – por uma marca – e Inovação – por outra – não há tanto tempo quanto isso. Penso que será fácil de explicar com este exemplo.

Inovação

Como é sabido pelos entusiastas tecnológicos, em 2016, a LG e a Motorola decidiram lançar um smartphone modular. O sucesso que tiveram foi o que esperavam? Certamente que não, nem de uma nem de outra. Contudo, a LG apresentou o seu conceito de modularidade de uma forma bem mais embrionária que a Motorola. Em prol dessa situação, bastou que a empresa agora tomada pela Lenovo lançasse o tão amado Moto Z para que o G5 parecesse algo totalmente obsoleto ou, pelo menos, sem razão de ser, quanto à questão da modularidade.

Num exemplo ainda mais extremista, claramente que a Criatividade se teria ficado pelo Projeto Ara – criativo mas não comercializável – mas a verdadeira Inovação ficou do lado da Motorola e do seu Moto Z.

Partindo para outro aspeto que tem muito que ver com o mercado mobile: ecrã. Hoje, os dois Galaxy S8 têm um ecrã com laterais curvas. Essa tendência foi iniciada pela Samsung com o Note Edge, em 2014. E se pensarmos bem, a empresa sul-coreana apenas pôde lançar os dois terminais com ecrãs desse género pois a sua Criatividade, na altura do Note Edge, deu lugar à Inovação. Em contrapartida, a compatriota LG tentou a sua sorte com a linha Flex e o resultado foi o que se viu.

Huawei P10 Plus - Inovação

Um outro exemplo é o das câmaras duplas na traseira de um smartphone. A Huawei não foi a primeira empresa a adotar essa tecnologia. Aliás, uma empresa grande, outrora, fê-lo antes num excelente smartphone. Estou a falar da HTC. Todavia, os resultados desse terminal, embora ótimos quando analisados no smartphone, eram penosos quando transferidos para um computador.

Mais tarde, uma grande empresa, como é a Huawei, decidiu lançar o P9 e com ele veio a moda das Dual-Câmaras. Coincidência? Não. Simplesmente a Huawei justificou a existência de duas câmaras na parte traseira em vez de uma, sem sacríficos de maior. Assim como a LG fez – com o G5 e o G6 – ou até a Apple – com o seu iPhone 7 Plus. Aí sim, ter esse recurso pode realmente fazer a diferença.

Inovação e Criatividade não são conceitos iguais, mas parece que só as grandes marcas o sabem…

Por último, já que se falou de smartphones modulares, com ecrãs curvos e curvados e com câmaras duplas, porque não falar em smartphones que se transformam em PCs? Pois, talvez o Continuum da Microsoft, que tanto potencial tem, mas tanto mesmo, não passe de um projeto criativo.

De acordo com o conceito de Inovação escrito no início do artigo, há que tomar atenção num ponto: estabelecer a ponte entre a novidade e o mercado. Dois anos depois de lançado, o Continuum tem quase nenhuma expressão no mercado e quem sabe se a cópia da Samsung nesse sentido, com a Samsung Dex não seguirá o mesmo caminho.

Por isso, em jeito de conclusão, nos últimos três anos, e de acordo com o que foi escrito até agora, talvez a Motorola, a Huawei e a Samsung tenham sido as empresas mais inovadoras do setor. Escolher uma é uma decisão difícil e subjetiva, pelo que talvez a remeterei para um outro artigo.

Seja como for, qual a tua escolha? Alguma destas três ou outra?

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