Coronavirus fez subir a procura por computadores, mas nem tudo são boas notícias

Carlos Oliveira
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Era de prever que com muitas empresas a transitar para o teletrabalho e as escolas a fechar que a procura por PC´s fosse aumentar. Em ambos os casos, estes dispositivos passaram a ser fundamentais para a realização das tarefas que lhe são associadas.

Todavia, o novo relatório da agência Canalys mostra-nos que nem tudo são boas notícias para as construtoras. Embora a procura tenha subido, a agência de estudos de mercado reporta uma queda no setor.

A procura subiu, mas o segmento da informática caiu 8%

Os dados avançados referem-se ao primeiro trimestre deste ano, ou seja, entre janeiro e março de 2020. Quando comparados com o mesmo período de 2019, foi registada uma queda de 8%.

Portátil

Esta foi a maior queda registada desde 2016, altura em que o mercado contraiu 12%. Mas se a procura aumentou, como pode o mercado ter contraído?

Segundo a Canalys, tal deveu-se não só ao facto de várias fábricas terem encerrado a sua produção na China, mas também a problemas na aquisição de processadores Intel. Isto fez com que os computadores começassem a voar das prateleiras das lojas, mas não houvesse stock para os repor.

Cenário irá complicar-se no segundo trimestre do ano

Olhando para o futuro próximo, a Canalys prevê que a queda no mercado dos computadores possa ser ainda mais acentuada. Ao longo deste trimestre, é expectável que a procura caia consideravelmente.

Em primeiro lugar, porque muitos dos que compraram um PC novo agora, dificilmente necessitarão de outro nos próximos meses. Em segundo lugar, temos de considerar a crise financeira que se avizinha.

A Canalys refere que as empresas e os consumidores começarão a retrair-se na altura de comprar novos produtos do género. Isto porque os seus recursos financeiros irão canalizar-se para bens de maior necessidade.

Lenovo continua a liderar o mercado da informática

A tabela partilhada pela Canalys confirma a posição de destaque que a Lenovo guarda neste segmento. A chinesa mantém-se no topo, com uma quota de mercado de 32.9%. Todavia, a empresa registou uma queda de 4.4% face ao período homólogo de 2019.

Em segundo lugar temos a HP, com uma presença no mercado de 21.8%. A fechar o top-3 temos a Dell com uma quota de mercado de 19.6%, embora tenha sido a única a crescer neste período.

Quem mais perdeu nos primeiros meses do ano foi a Apple. A empresa americana registou uma queda de 21% face ao mesmo período de 2019. Ainda assim, a gigante conseguiu manter-se no quarto posto da tabela, com uma quota de mercado de 6%.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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