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Conduzimos o BYD Atto 3 EVO: o próximo sucesso 100% elétrico em Portugal?

A fabricante asiática atualizou o seu modelo mais popular com melhorias na bateria, carregamento e infoentretenimento.

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Quando publicámos o nosso ensaio ao BYD Atto 3 referente à geração transata, ficou claro que a marca tinha nas mãos uma fórmula vencedora para o mercado nacional. Fomos agora convidados para a apresentação oficial do novo modelo e tivemos a oportunidade de nos sentarmos ao volante do recém-lançado BYD Atto 3 EVO.

Este veículo, na prática, representa uma evolução de continuidade do carro elétrico mais procurado da fabricante chinesa no nosso país. Mantém a identidade visual que os condutores já conhecem nas estradas, com a introdução de atualizações importantes na tração, bateria, carregamento e infoentretenimento que o colocam num patamar de exigência consideravelmente superior para enfrentar a forte concorrência europeia. O preço cifra-se nos 43 990 euros (ou 35 770 € + IVA).

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Design simplificado, mas os elementos clássicos continuam lá

O habitáculo sofreu uma simplificação para ir ao encontro do gosto dos condutores europeus. As linhas do tablier estão mais limpas e apelativas, embora a equipa de design tenha decidido manter os elementos que geram sempre alguma discussão saudável.

Continuamos a encontrar os originais puxadores das portas integrados em formato circular por cima dos altifalantes e as curiosas "cordas de guitarra" nas bolsas de arrumação das portas laterais. A manete de marcha passa a estar no volante e sai da consola central, que agora tem menos botões.

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O espaço a bordo continua a ser um trunfo inegável para as famílias, beneficiando agora de uma bagageira generosa com 490 litros de capacidade na retaguarda, complementada pela introdução de um muito útil espaço de arrumação dianteiro com 101 litros na denominada "frunk".

Sistema operativo agora tem o 'dedo' da Google

A mudança mais visível no interior prende-se com o sistema de infoentretenimento. Aquele ecrã central rotativo que brilhava nas demonstrações desapareceu, algo que não consideramos uma perda grave visto que a rotação raramente era essencial no dia a dia. Em sua substituição, temos agora um ecrã de maiores dimensões (15,6 polegadas) posicionado fixamente na horizontal que abandonou o antigo sistema operativo DiLink.

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A grande vitória, na minha opinião, é a integração nativa dos serviços da Google. Passas a ter o Google Maps para navegação, o Spotify e o YouTube a correr diretamente no ecrã do carro sem precisares do telemóvel, mas mantém a óbvia compatibilidade com o Android Auto e o Apple CarPlay. O ecrã à frente do volante está maior (8,8 polegadas), com informação mais concreta e até mostra o sistema de navegação.

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Experiência ao volante em cidade mantém-se a grande nível

A experiência de condução, nos minutos em que estivemos a testá-lo, revelou-se extremamente competente, tanto no trânsito denso da cidade como em ritmos mais acelerados quando pisamos o acelerador. A arquitetura do veículo foi significativamente revista e a tração passou para o eixo traseiro.

Com uma potência máxima que atinge agora os 313 cavalos, este SUV elétrico consegue cumprir a aceleração dos zero aos cem quilómetros por hora em apenas 5,5 segundos. O conforto em pisos mais degradados (como são estas ruas lisboetas em que andamos) está assegurado por uma nova suspensão dianteira do tipo MacPherson de pivot duplo aliada a um esquema multi-link na traseira.

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Acabou-se a "lentidão" no carregamento

O grande calcanhar de Aquiles do modelo anterior, que residia na lentidão de carregamento, foi totalmente resolvido nesta geração EVO. A autonomia combinada homologada no ciclo WLTP subiu de forma considerável para os 510 quilómetros fruto da nova bateria de 74,2 kWh.

Quando precisas de parar num posto público para repor energia, a potência de carregamento em corrente contínua duplicou face ao passado, atingindo agora a marca de 220 kW. Consegues passar dos 10 para os 80 por cento de carga da bateria em 25 minutos de espera.

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Para aumentar a eficiência em invernos rigorosos, o sistema de gestão térmica foi aprimorado para aproveitar o calor residual do sistema de alta tensão, permitindo alargar a autonomia do veículo em até 20 por cento quando circulas em ambientes muito frios.

Especificação Detalhe
Bateria LFP de 74,88 kWh com tecnologia Cell-to-Body a 500V
Autonomia 510 km em ciclo WLTP
Motorização e tração 313 cv com tração traseira RWD
Carregamento 220 kW em corrente contínua
Capacidade de carga 490 litros de bagageira e 101 litros na dianteira

Pelos fortes argumentos revelados neste primeiro contacto dinâmico, o novo modelo tem tudo para replicar o sucesso comercial junto dos condutores de plataformas TVDE e afirmar-se como uma escolha a ter em conta para as viagens longas de fim de semana com a família. Agora é aguardar pelo nosso ensaio completo, assim que tivermos oportunidade passar mais tempo com este EVO.

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Preço em Portugal

O preço de venda ao público recomendado arranca nos 43 990 euros, um valor que não contabiliza as habituais despesas de legalização ou as pinturas metalizadas opcionais. Para as empresas, o valor cifra-se nos 35 770 € + IVA.

Para te transmitir confiança extra no ato da compra, a garantia geral do fabricante cobre o carro durante seis anos ou 150 mil quilómetros, sendo que a bateria fica assegurada durante oito anos ou 250 mil quilómetros de uso intenso. Há ainda manutenção incluída de 4 anos ou 60 000 km.

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Bruno Coelho
Bruno Coelho
Está no 4gnews desde 2017, onde dá asas à sua paixão por escrever sobre as novidades tecnológicas. Durante esse período já fez mais de 200 reviews e marcou presença em alguns dos grandes eventos tecnológicos, como o Mobile World Congress e IFA.