Compradores devem ser instruídos para os benefícios dos carros elétricos

Carlos Oliveira

Um estudo levado a cabo pela Encore Digital Media revela que as construtoras de automóveis devem apostar mais na instrução dos benefícios dos carros elétricos. Esta deverá ser a principal medida a ser tomada com vista no aumento do número de vendas deste tipo de veículos.

Atualmente, os consumidores ainda têm uma certa falta de conhecimento deste mercado. De acordo com o estudo aqui em causa, apenas 4 em cada 10 dos inquiridos sabiam que a Tesla fabrica carros elétricos. Na segunda posição aparece a BMW (18% dos inquiridos) e só depois aprecem marcas como a Nissan ou a Renault (15%).

Tesla

Neste momento, existe uma generalizada falta de conhecimento do mercado dos veículos elétricos. A aposta na mobilidade sustentada está a ser encarada de forma mais séria por mais empresas, mas é necessário que os consumidores o vejam da mesma forma.

Vendas de veículos elétricos só aumentarão com uma maior instrução dos consumidores

Prova disso são as principais preocupações encontradas juntos dos inquiridos por este estudo. Com efeito, vemos que os tempos e forma de carregamento destes carros são aquilo que mais os preocupa.

O preço é também um dos principais entraves a uma maior adoção deste tipo de carros. Segundo este estudo, apenas 11% está disposto a ultrapassar a barreira dos 30.000€ por um carro movido a energia elétrica.

Renault Zoe

A popularidade dos carros elétricos também varia consoante a faixa etária. Por conseguinte, este estudo revela que os mais jovens (entre os 18 e os 24 anos) são os mais propensos a comprar um carro elétrico. Olhando para aqueles com mais de 55 anos, apenas 28% mostra-se aberto a enveredar por esse caminho.

Em suma, estes dados mostram-nos que os consumidores preocupam-se mais com a forma de carregamento destes veículos do que com a sua performance. A falta de infraestruturas para tal são um dos principais entraves, algo facilmente percetível num país como Portugal.

Assim sendo, a aposta das construtoras não deverá passar apenas pelas infraestruturas, mas também pela educação. Assim que estas consigam encontrar o equilíbrio entre estas duas forças, o mercado poderá finalmente crescer de uma forma significativa.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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