Samsung Galaxy S7 edge 4gnews

Ontem, numa pequena análise escrita sobre o Galaxy S7 Edge, foram abordados alguns pontos pelo qual se destaca, quer positiva quer negativamente, associados ao seu hardware, desde especificações ao corpo em vidro e metal que todos conhecem.

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Desta vez, o software será o alvo e, por isso, começo por dizer que adoro Windows 10 Mobile (bem como iOS) mas nada, ou quase nada, há a apontar ao sistema da Google, o Android. De facto, o Android é um sistema operativo que, até à atualização denominada por Lollipop, pouco me convencia pelo seu design nada atraente e por todos os outros preconceitos que a ele estavam associados. Porém, isso mudou e para bem melhor. Com efeito, hoje em dia não penso que o software da Google seja mais feio, simplesmente é menos simétrico que o da Microsoft e menos padronizado que o da Apple.

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Todavia, não se pode esquecer que, estando a falar de um smartphone Samsung, o mesmo vem equipado com TouchWiz. Sinceramente, a TouchWiz já foi o pior que podia vir de fábrica num telemóvel, mesmo. Porém, a Samsung veio a alterar a sua estratégia de mercado ao longo dos anos nos mais variados mercados em que marca presença e, no caso Mobile, quanto à TouchWiz em si, o mesmo não foi exceção. Menos funcionalidades desnecessárias, mais coesão linguística foram, sem dúvida, o foco da mudança que a empresa coreana aplicou, e bem. A skin da empresa coreana é hoje – ainda que com lacunas como é óbvio pois, com o tempo, deixa (ou parece deixar) os seus smartphones menos rápidos – a mais simples forma de tornar um dispositivo Android produtivo ao máximo, sem que seja necessário recorrer a outras vias menos populares para o fazer.

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Assim, a experiência, em termos de software, vivida usando o Galaxy S7 Edge é que, sem dúvida, todo o ecrã terá a sua utilidade e aquelas famosas especificações poderão ser totalmente exploradas. Ou seja, é de notar que, com o modo Multi-Window (nativo) é possível navegar no Facebook e ver um vídeo aberto no Youtube em simultâneo ou, para os profissionais laborais, este software permite que se esteja a utilizar o Skype e a visualizar, ao mesmo tempo, um documento em formato PDF, OneNote, etc, pelo que tem tudo para ser altamente produtivo. Em segundo lugar, toda a interface é altamente personalizável, desde uma quantidade astronómica de temas que podem ser aplicados, tal como de aplicações que possam ser instaladas através da Play Store. Quanto a uma feature introduzida este ano pela Samsung, é de realçar o modo “Always On Display” que, principalmente para quem teve Lumias anteriormente, se recordará que não há nada melhor que a capacidade de, com o ecrã bloqueado, poder ver que horas são, quantas mensagens e chamadas tem por “abrir”, qual a percentagem de bateria e, se for o caso, analisar todo o calendário referente ao mês corrente. Outro aspeto e que é, sem dúvida, o que mais envolve a TouchWiz são as funcionalidades das edges do ecrã que, noutro smartphone, não teriam qualquer utilidade mas que, este ano, mais do que no anterior, são uma mais-valia, quer quando se quer efetuar uma chamada, ver a meteorologia ou o calendário, entre outras. Por fim, Android é Android e, quer se goste ou não, não há muito por onde fugir: a loja tem todo o tipo de aplicações que se possa querer, nada é impossível, passo a expressão, no capítulo da personalização e, quase de certeza que existe uma aplicação que resolva todo o género de entrave.

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Porém, se aquelas são as melhores qualidades, existem também alguns aspetos que podiam ser mais bem analisados pela marca. Começando pela TouchWiz em si, ainda que muito melhorada em relação a versões anteriores, por vezes, continua a ser, notoriamente, pesada mesmo que não se faça notar num dispositivo deste calibre, com tanta frequência. O mesmo se aplica às suas edges que, embora as utilize todos os dias, também podiam ter mais funcionalidades ou, pelo menos, outra interatividade quando usadas. Quanto ao sistema do bonequinho verde em si, não há muito a apontar pois a Google tem feito um bom trabalho e, quando se fala em dispositivos que não recebem atualizações mais cedo, ou que não as recebem simplesmente, a culpa não é dela e, portanto, à exceção de uma funcionalidade ou outra – como o Multi-Window (que está presente nos Samsung) mas que só integrará o Android N -, não há nada que possa ser apontado a essa empresa.

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Desde cedo comecei a interessar-me pelo que podia fazer no computador. Porém, a grande paixão surgiu com o primeiro telemóvel e complementou-se com os smartphones. Nada há a dizer, são simplesmente fantásticos e úteis em todo o tipo de situações.