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Comissão Europeia – A Europa deve desconfiar da Huawei

Tornar-se-á a Europa, na figura da Comissão Europeia, hostil à Huawei?

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A fabricante chinesa enfrenta novos desafios em vários mercados mundiais ©reuters

A Comissão Europeia volta a demonstrar a sua desconfiança perante uma das maiores fabricantes Android da atualidade. Desta vez trata-se da chinesa Huawei, marca que enfrenta um autêntico braço de ferro com os Estados Unidos da América e seus aliados.

Vive-se agora um autêntico clima de guerra fria e crescente cisma entre a Huawei e Andrus Ansip, vice-presidente da Comissão Europeia. Este último, afirmou categoricamente que toda a Europa deve ficar preocupada com as ações da fabricante chinesa.

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Em declarações à imprensa internacional no passado dia 7 de dezembro, o vice-presidente do mercado único digital na União reiterou as suas preocupações. Não foi modesto nem coibido ao expressar as suas dúvidas perante a Huawei.

Temos motivos para estar preocupados com a Huawei e outras fabricantes chinesas?” Sim, acredito que temos que estar preocupados com estas empresas“. A resposta de Ansip à questão da EURACTIV.com. Acrescentando “Enquanto cidadãos, temos que estar preocupados“.

A Huawei quer cooperar com a Comissão Europeia

Entretanto a Huawei já reagiu à postura deste executivo do líder do mercado único digital na Europa. A fabricante chinesa diz estar “surpreendida e desapontada” com os comentários de Ansip. Nesse sentido a Huawei emitiu a seguinte resposta. “Rejeitamos categoricamente qualquer alegação de que nós (Huawei) possamos representar uma ameaça para a segurança. Nós estamos abertos a qualquer tipo de diálogo com o vice-presidente Andrus Ansip em relação a este mal-entendido. Pretendemos continuar a nossa longa relação de cooperação com a Comissão Europeia enquanto entidade privada.

Angus Ansip Comissão Europeia Huawei
Angus Ansip, atual vice-presidente do mercado único digital na União ©Comissão Europeia

Em declarações à imprensa nesta última sexta-feira, Ansip relembra que o governo chinês introduziu novas regras para as grandes tecnológicas. Regras e imposições que obrigam estas empresas a cooperar com os orgãos de informação segurança nacional da China.

O que aqui está em causa são “backdoors” obrigatórias. Eu sempre fui contra este tipo de backdoors impostas às empresas”. Afirmações do vice-presidente da Comissão Europeia que demonstram uma clara preocupação com a Huawei e outras fabricantes da China.

Ansip acrescenta que está preocupado com a possibilidade dos chips, os chipsets ou processadores terem surpresas indesejáveis. Isto é, núcleos ou formas de extrair informações e “segredos” dos smartphones e dispositivos móveis em si.

Nunca é um bom sinal quando vemos empresas a abrir os seus sistemas a entidades como os serviços secretos e agências de segurança nacional”. A postura do vice-presidente da Comissão Europeia é uma de real preocupação com esta possibilidade.

A Huawei respondeu prontamente ao vice-presidente da Comissão Europeia

Nesse sentido, a Huawei ripostou. “Nunca fomos abordados por qualquer tipo de governo para criar algum tipo de backdoor ou interromper algum tipo de rede de informação ou servidor. Aliás, nunca toleraríamos tal comportamento por qualquer um do nosso staff.”

A fabricante acrescenta ainda. “Nós somos parte da solução, não o problema“. Frisa também o seu histórico de transparência. “temos um histórico de fornecimento de produtos e soluções seguras para os nossos clientes na Europa e em torno do mundo”.

Huawei Comissão Europeia
Os comentários do vice-presidente da Comissão Europeia surgem no rescaldo da detenção da “herdeira” da Huawei.

Importa ainda, em primeiro lugar, referir que os comentários do  vice-presidente da Comissão Europeia surgem no rescaldo da detenção da “herdeira” da empresa. A filha do fundador da Huawei – Ren Zhengfei – encontra-se atualmente detida no Canadá.

A restrição de liberdade imposta a Meng Wanzhou, diretora financeira da Huawei (CFO) tem como base o pedido dos Estados Unidos da América. Alegando que esta terá infringido as sanções impostas ao Irão ao vender equipamentos a este país.

Tornar-se-á a Europa, na figura da Comissão Europeia, hostil à Huawei?

Caso a diretora financeira da Huawei seja extraditada para os Estados Unidos da América, a mesma ficará sujeita a uma pena que vai até aos 30 anos de prisão. Todavia, o vice-presidente da Comissão Europeia afirmou desconhecer os detalhes da detenção.

Em suma, este evento acaba por por em risco a delicada “trégua” estabelecida entre a administração Trump e o líder da China, Xi Jinping. Trata-se de uma guerra comercial cujas tenções podem (e já estão) a escalar novamente.

A Huawei é atualmente a 2ª maior fabricante mundial de smartphones e dispositivos móveis. É superada apenas pela Samsung e já ultrapassou a Apple, segundo as principais agências de análise de mercado.

A Huawei está atualmente banida dos Estados Unidos da América, em tudo menos no nome. Aliás, os a administração Trump aconselhou recentemente os seus aliados a boicotarem os produtos desta fabricante chinesa.

Aguardamos agora por mais informações que nos possam clarificar a postura da Comissão Europeia perante a fabricante chinesa. Todavia, as afirmações do seu vice-presidente deixam bem claro o rumo a seguir na Europa.

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