China é a nova base de ciber ataques contra países da NATO, aponta a CPR

Rui Bacelar
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As conclusões são da agência Check Point Research (CPR). Esta entidade observou um aumento anormal, cerca de 116%, de ciber ataques contra países membros da NATO, ataques estes provenientes de endereços de IP chineses.

O atual período de conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia traz consequências para os mais diversos setores da atividade, incluindo aquela que já é classificada como a nova frente bélica, a cibernética. É, assim, com preocupação que a CPR dá conta do aumento de ciberataques originários de endereços de IP sediados na China.

Aumento de 116% nos ciber ataques a países da NATO oriundos da China

.@_CPResearch_ has seen an increase in #cyberattacks sourced from the same region amid geo-political conflict. Get the details of the findings, here: https://t.co/rZLwQkDgNE #cybersecurity pic.twitter.com/N6zpFlMoIX

— Check Point Software (@CheckPointSW) 21 de março de 2022

As conclusões foram agora apresentadas após a análise de documentos divulgados online pela agência em questão. Mais concretamente, já na última semana a CPR observou um aumento anormal de ciber ataques contra países membros da NATO, ataques estes provenientes de endereços de IP chineses.

Esta entidade monitorizou a tendência antes e depois da invasão da Rússia à Ucrânia. Assim, percebendo que os ciber ataques de IPs chineses aumentaram em 116% contra países da NATO, e 72% contra o resto do mundo.

Ataques não são imputados a autoridades da China

Todavia, a CPR não pode atribuir estes ataques a entidades chinesas ou a outro ator de ameaças chinês. Não obstante, esta constatação indica uma tendência que os hackers, provavelmente na China e no estrangeiro, estão a aumentar a utilização de IPs chineses como recurso base para o lançamento de ciber ataques depois do início do conflito Rússia-Ucrânia.

Sintetizando:

  • A CPR viu o aumento dos ciber ataques provenientes de endereços IP chineses devido ao atual conflito Rússia-Ucrânia.
  • Na semana passada, a média de ataques globais por organização provenientes da China foi 72% mais elevados que no período anterior à invasão e 60% mais elevados que nas primeiras três semanas do conflito
  • Na semana passada, a média de ataques provenientes da China a redes corporativas em países NATO foi 116% mais elevada que antes da invasão, e 86% superior às três primeiras semanas de conflito
  • O aumento é significativamente maior que no aumento global de ciber ataques vistos nos mesmos períodos de tempo.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Na escrita e comunicação repousa o gosto, nas leis a formação. Ocupa-se com as novidades de tecnologia na 4gnews. Email: ruifbacelar@gmail.com