CEO da Xiaomi revela o porquê de os seus smartphones serem baratos

Rui Bacelar
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A Xiaomi é uma das empresas em ascensão no mercado global de smartphones, desdobrando-se em várias empresas satélite e abrangendo diversos nichos de produtos. O seu sucesso deve-se, em boa parte, aos preços praticados pela fabricante.

O mérito do seu crescimento pode efetivamente ser atribuída em boa parte aos seus preços baixos, sendo este o segredo para a rápida expansão da tecnológica liderada por Lei Jun, a par, claro, do valor inerente aos seus telefones e gadgets tecnológicos.

O segredo da Xiaomi para manter os preços baixos

Lei Jun, fundador e atual CEO da Xiaomi.

A estratégia de preços da Xiaomi sempre se pautou pela agressividade. Em Portugal sentimos um pequeno acréscimo nos valores devido à Lei da Cópia Privada, mas ainda assim continuam a ser uma boa solução qualidade / preço face às concorrentes.

Já, por exemplo, no vizinho país de Espanha, a Xiaomi em poucos anos afirmou-se no mercado superando praticamente todas as fabricantes com a exceção da Samsung, empurrando a Apple para terceiro e obliterando nomes outrora poderosos como a BQ.

O sucesso, mais uma vez, é atribuído aos preços muito em conta dos produtos Xiaomi e às margens de lucro extremamente magras para a marca. Aliás, este é o trunfo da empresa, restringir os ganhos em cada produto para os manter apelativos para o público.

As margens de lucro da Xiaomi oscilam entre o 8 a 9%

Este é o truque da Xiaomi, manter as margens de lucro muito contidas. A Xiaomi opta por vender grandes quantidades de smartphones com preço mais em conta, conseguindo assim permear os mais diversos mercados e países.

"Acredito que a margem de 8 a 9% seja muito baixa e dado que o nosso modelo de vendas se baseia no comércio eletrónico, o preço que o cliente final a acaba por pagar é muito reduzido. O mais importante é que o nosso lucro seja baixo e que os intermediários sejam muito curtos para assim reduzir os gastos. Assim, conseguimos colocar no mercado um produto com preço final muito contido, algo que continua a ser um fator atraente para os compradores".

O testemunho de Lei Jun mostra-nos assim a prática da Xiaomi. Manter as margens de lucro em baixo para conseguir colocar nas mãos dos consumidores um telefone muito em conta. De igual modo, conseguem reduzir os custos com a cadeia de distribuição.

Note-se, por fim, que a Xiaomi está presente em vários segmentos além dos smartphones. O ecossistema de gadgets Xiaomi vai muito além dos telefones, algo que também permite à empresa diversificar o seu portefólio e distribuir os riscos.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Na escrita e comunicação repousa o gosto, nas leis a formação. Ocupa-se com as novidades de tecnologia na 4gnews. Email: ruifbacelar@gmail.com