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Nos últimos tempos temos vindo a testemunhar uma evolução considerável nas questões da Inteligência Artificial. Falar neste tema remontava-nos sempre para os grandes filmes e séries de ficção-cientifica, porém os últimos desenvolvimentos têm nos mostrado que esse futuro poderá estar mais próximo do que imaginávamos. Tomem por exemplo a Google Assistant, que é provavelmente a ferramenta de Inteligência Artificial mais avançada do momento presente nos smartphones.

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Depois do sucesso da Google e a sua Assistant, também a Apple estará a aprimorar a sua Siri de forma a que a mesma possa combater ombro-a-ombro com a sua concorrente da Google e isso fará certamente com que ambas as plataformas evoluam ainda mais no futuro. E foi precisamente sobre esse futuro que Richard Yu, CEO da Huawei, falou recentemente, acreditando na chegada de um novo tipo de equipamentos, os Superphone.

No decorrer da World Internet Conference, na China, Yu frisou que vivemos numa era em que a informação está cada vez mais massificada e que, no futuro, o ser humano será incapaz de a acompanhar na integra. É nesse panorama que, acredita Yu, irá nascer um novo conceito de dispositivo em que a sua principal base será a Inteligência Artificial e que ele classifica como Superphone.

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“Um Superphone vai muito além do que fazer chamadas e navegar na internet, não é apenas a sua assistente pessoal para tarefas diárias, irá duplicá-lo. O Superphone apresentará uma nova arquitetura de gestão de informação.”

Yu acredita que este novo tipo de equipamentos deixará ser algo passivo tal qual conhecemos hoje, ou seja, irá muito mais além da interação entre o utilizador e o dispositivo. Numa afirmação bastante arrojada, ele diz que o Superphone irá interagir proativamente com o meio que o rodeia, daí a expressão que ele nos irá duplicar.

“Pense nisso assim: Os olhos são a visão computacional, os ouvidos são a voz inteligente, as línguas são um sensor de gosto, os narizes são um sensor de ar, outras tecnologias robóticas diferentes representam o corpo e a mente é a informada tomada com base num local de decisão – não respostas intuitivas, mas decisões bem fundamentadas. Todos esses sensores combinados com um dispositivo baseado na IA serão capazes de replicar completamente a capacidade humana de compreender o mundo físico.”

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Contudo, estas afirmações podem não ser apenas e só fundamentadas numa crença daquilo que o futuro nos poderá, eventualmente, entregar. Ao invés, a Huawei está já a dar os primeiros passos no desenvolvimento de um Superfone. Segundo Richard Yu, a empresa que dirige está já a dar os seus passos nessa direção ao apostar em quatro áreas fundamentais: dispositivos, conectividade, cloud e chipsets.

Um pequeno passo que esta empresa Chinesa deu já neste sentido está presente no seu recém-apresentado Huawei Mate 9. Este novo phablet traz já um mecanismo de aprendizagem das tuas rotinas diárias, com o intuito de prever qual será o teu próximo passo. Com essa informação, o Mate 9 poderia, por exemplo, com recurso a uma simples aplicação, desfragmentar periodicamente a informação no teu dispositivo para uma maior rapidez no acesso à mesma ou gerir os recursos do teu smartphone de acordo com os teus hábitos.


Quando muitas vezes dizemos que os smartphones atuais estão praticamente estagnados em termos de evolução tecnológica, dizemo-lo tendo por base, muitas vezes, a simples evolução lógica do hardware ou as miseras modificações estéticas que os mesmos oferecem. Mas se tomarmos em conta estas declarações, coisas simples como a Google Assistant são já um enorme passo dado na direção daquele que poderá muito bem ser o nosso futuro.

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O gosto por tecnologia foi algo que esteve sempre dentro de mim. Com o crescer do mercado dos smartphones, também o meu entusiasmo com os mesmos aumentou. Já nos tempos livres, as séries são o meu principal mata-tempo.