
Durante o nosso mais recente teste com o Tesla Model Y Performance, a paragem estratégica em Fátima serviu para perceber porque é que a rede da marca de Elon Musk continua a ser uma referência da mobilidade elétrica. A estação de Superchargers de Fátima, com restaurante/café mesmo ao lado, é o exemplo perfeito de como a localização é tão importante como a velocidade de carregamento.
Na rede pública nacional, muitas vezes somos forçados a paragens em zonas menos práticas ou bombas de gasolina na autoestrada com filas de espera. Aqui tudo parece funcionar. Estacionámos o Model Y Performance, ligámos o cabo e, sem cartões, aplicações ou validações de contratos, começamos a carregar.
Aproveitámos a pausa para almoçar no restaurante, situado a poucos metros. O tempo de espera acabou por ser um momento de lazer e refeição. É importante notar as diferenças de consumo. Enquanto no Tesla Model Y Premium destacámos a eficiência da versão de tração traseira, o Performance que levámos a Fátima é mais guloso, especialmente se aproveitarmos a potência disponível ou brincarmos com o Modo Louco.

Contudo, a velocidade dos postos V3 (até 250 kW) permitiu recuperar a carga necessária para o regresso a Lisboa antes de terminarmos o almoço. A gestão térmica da bateria, que se pré-condiciona automaticamente assim que inserimos o destino no GPS, garante que o carregamento começa no pico de potência imediatamente.
Qualquer carro elétrico pode carregar num Supercharger da Tesla
É bom notar que esta infraestrutura está agora acessível a outras marcas. No parque vimos outros veículos elétricos a tirar partido da rede Tesla, desde Volvo, Seat ou Audi. Contudo, para esses utilizadores, a experiência não é tão fluida, já que exige o uso da aplicação da marca para desbloquear o posto, além de preços diferenciados.

A expansão da rede continua a ser uma prioridade visível. Além de Fátima, pontos como a Mealhada, Alcácer do Sal, Ribeira de Pena ou Alcantarilha já garantem a cobertura do eixo norte-sul. O futuro passa pelos novos Superchargers, que já estão a ser desenvolvidos ao longo do país em Guimarães, Porto, Albergaria-a-Velha ou Oeiras.
A tecnologia do carro é importante, mas a fiabilidade e localização da infraestrutura de carregamento são o que verdadeiramente dita a qualidade de vida de um condutor de elétricos em Portugal. Queremos que mais marcas apostassem numa infraestrutura desta forma em Portugal.
