O acordo prevê que o BEN seja fabricado na mesma unidade onde já nasce o Microlino, um dos microcarros elétricos mais mediáticos da Europa.
Esta decisão pretende permitir acelerar a produção em escala, reduzir custos industriais e aproveitar uma infraestrutura já preparada para mobilidade elétrica.
Ao mesmo tempo, Portugal mantém um papel central no desenvolvimento tecnológico, com o primeiro microcarro elétrico produzido, consolidando ainda o posicionamento do CEiiA em engenharia de mobilidade.
Trata-se de uma parceria 100% europeia, composta pela Micro, fundada na Suíça, empresa que em 1999 idealizou a trotinete moderna, tendo vendido milhões de unidades, antes de lançar o microcarro elétrico Microlino, em 2022, a italiana AMFI, sediada em Turim, e o CEiiA, centro de engenharia e desenvolvimento de produto, de Matosinhos.
É a Europa a mostrar querer competir na micromobilidade e a tentar criar uma cadeia de valor própria para veículos elétricos urbanos.
Dois carros, dois mercados
A estratégia passa por cobrir todo o espectro da mobilidade urbana, ou seja, pretende-se que o Microlino e o BEN sejam viaturas complementares:
- Microlino:mobilidade pessoal nas cidades;
- BEM: logística urbana, empresas e ‘última milha’.
O BEN distingue-se por ser um veículo modular com integração digital avançada, incluindo gestão de frotas, monitorização de emissões e serviços inteligentes de mobilidade.
Sustentabilidade
Um dos grandes diferenciais do projeto português é a integração da tecnologia AYR, que permite medir e valorizar as emissões de CO2 evitadas.
Este fator pode tornar o BEN especialmente relevante para cidades inteligentes, empresas com metas ESG e políticas públicas de descarbonização.

Características e preço
Segundo informações avançadas pelo 4gnews, aquando do anúncio do seu lançamento, O BEN terá 2,50 m de comprimento, interior flexível para até três lugares, capacidade de carga entre os 100 e os 400 litros e preços de entrada a partir dos oito mil euros.
Impacto esperado
Acredita-se que esta parceria sirva igualmente para:
- reforço da indústria tecnológica portuguesa;
- aumento da visibilidade internacional do CEiiA;
- potencial entrada do BEN em mercados europeus e globais;
- crescimento do segmento de microcarros elétricos acessíveis.
