A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) voltou a emitir, nos últimos dias, um novo alerta aos contribuintes portugueses.
Em causa estão mensagens fraudulentas que simulam comunicações oficiais da AT com apelos para regularizar dívidas. "Tem um pagamento pendente. Pague até dia X para evitar penhoras", é uma das SMS que estão a circular.
"A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) tem conhecimento de que alguns contribuintes estão a receber mensagens de texto (SMS) fraudulentas. Os destinatários destes SMS são induzidos a carregar num link que é fornecido para alegadamente regularizar a sua situação tributária. Estas mensagens são falsas e devem ser ignoradas", pode ler-se num comunicado feito na página oficial do Facebook nos últimos dias.
Atenção redobrada em altura mais crítica
A verdade é que esta é uma altura particularmente propícia para este tipo de fraude. Muitos contribuintes estão focados em assuntos fiscais como o pagamento do IUC, a entrega da declaração de IRS ou outras obrigações junto da AT.
Portanto, se já no dia a dia muitos 'caem' nestas burlas, o contexto atual faz com que a probabilidade de cair neste tipo de mensagens fraudulentas que parecem urgentes ou legítimas aumente exponencialmente.
Nesse sentido, a Autoridade Tributária recomenda atenção redobrada e sugere a "leitura do folheto informativo sobre Segurança da Informação, disponível no Portal das Finanças".
O documento explica como identificar comunicações legítimas da AT, boas práticas de segurança digital e formas de evitar cair em esquemas de phishing.
O que fazer?
Se receberes uma mensagem destas, não respondas, não cliques em nada e apaga a SMS imediatamente. Em nenhuma circunstância deves introduzir os teus dados ou tentar fazer qualquer pagamento.
Para quem já 'caiu' neste tipo de burla, a primeira coisa a fazer é contactar imediatamente o banco para que procedam ao bloqueio dos cartões ou de movimentos suspeitos.
Depois, deves mudar todas as palavras-passe associadas a serviços financeiros. Além disso, guarda todas as provas da burla com printscreens. Por fim, apresenta queixa na Polícia Judiciária, através da Unidade de Cibercrime.
