Um incidente recente voltou a levantar dúvidas sobre a fiabilidade da condução autónoma da Tesla. Um proprietário relatou que o seu veículo tentou conduzi-lo diretamente para um lago enquanto utilizava a versão mais recente do sistema Full Self-Driving (FSD).
O episódio, gravado em vídeo e partilhado nas redes sociais, ultrapassou rapidamente um milhão de visualizações e reacendeu o debate sobre a maturidade desta tecnologia. Conforme reportou o Electrek, o carro utilizava a versão FSD 14.2.2.4, lançada no início de 2026 como uma atualização refinada do sistema.
Vê o vídeo:
Apesar das melhorias técnicas, incluindo um sistema de visão com maior resolução e melhor capacidade de resposta a veículos de emergência, o caso junta-se a uma lista crescente de incidentes que envolvem falhas críticas durante a condução assistida.
Este é mais um dos casos preocupantes envolvendo o sistema da Tesla. Em episódios anteriores, veículos equipados com FSD já saíram da estrada, provocaram colisões ou executaram manobras perigosas em tráfego real.
Como funciona o FSD da Tesla em Portugal
Atualmente, o Full Self-Driving não oferece condução totalmente autónoma em Portugal. Devido às regras europeias, as funcionalidades são limitadas e exigem supervisão constante do condutor.
Na prática, os Tesla vendidos no país podem utilizar assistência avançada à condução, como manutenção na faixa, controlo de velocidade adaptativo, mudanças automáticas de faixa e estacionamento assistido. No entanto, o veículo não pode operar de forma autónoma completa, e o condutor deve manter as mãos no volante e atenção permanente.
Portugal abre caminho para testes de condução autónoma
Portugal deu recentemente um passo importante ao criar um enquadramento legal para testes de veículos autónomos em vias públicas. Conforme reportou o Auto PT, as novas regras permitem ensaios em ambiente urbano real, com zonas específicas para avaliar o comportamento destes sistemas em cruzamentos, trânsito intenso e interação com peões.
Os testes terão de ser aprovados pelo IMT e, em contexto urbano, pelas autarquias locais. O objetivo é garantir segurança e validar a tecnologia antes de uma adoção mais ampla.