Apple vai alargar as medidas de proteção de menores para mais países

Carlos Oliveira
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A Apple implementou no iOS 15 um leque de medidas de proteção à pornografia infantil e outros flagelos de exploração infantil. Esta opção não veio isenta de polémica, mas isso não impede a empresa de alargar a influência das mesmas.

Segundo avança o jornal The Guardian, a Apple prepara-se para alargar mais uma dessas medidas para os mercados internacionais. Em causa, estará a funcionalidade de deteção de nudez no iOS, iPadOS e macOS.

Identificação de conteúdo com nudez alargado para mais países

Conforme apontam várias fontes, a identificação de nudez vai ser finalmente disponibilizada fora dos Estados Unidos. Em rigor, esta funcionalidade alastrará, em breve, para o Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia.

iPhone

Importa sublinhar que esta funcionalidade necessitará de ativação no iPhone dos menores por parte de um dos seus pais. Quando ativa, será realizada uma procura constante pela presença de conteúdo com teor de nudez.

Esta procura exaustiva inclui conteúdo enviado ou recebido no iPhone da criança. O intuito é evitar que menores recebam conteúdo desta natureza de estranhos ou enviem fotografias intimas para outros contactos.

Quando detetado um conteúdo com nudez associada, a imagem será automaticamente desfocada para proteger o menor. Posto isto, os menores serão confrontados com várias opções, desde entrar em contacto com os seus pais ou bloquear o remetente.

A privacidade está garantida visto que todas as imagens serão processadas localmente. Significa que nem a Apple saberá em concreto o teor das imagens recebidas ou enviadas, acolhendo assim um dos receios iniciais.

Note-se que, quando a Apple divulgou tais medidas, emergiu um receio de controlo da empresa americana do conteúdo presente nos iPhone. Rapidamente a empresa americana veio acalentar essas preocupações, esclarecendo que todo o processamento será feito apenas no smartphone.

Falta agora saber se a Apple avançará com a opção de monitorização de conteúdo carregado para a iCloud dos utilizadores. Esta opção ficou conhecida como CSAM e originou muitas das vozes de preocupação com a privacidade dos utilizadores.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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