Grandes empresas de tecnologia como a Apple, a Samsung ou a Sony, entre outras marcas mundiais, não estão a tomar as medidas necessárias para vedar os seus produtos ao minério de cobalto obtido na República Democrática do Congo com recurso ao trabalho infantil. É o que conclui um relatório difundido pela Amnistia Internacional, acusando 16 multinacionais de utilizarem esses componentes.

Trabalho infantil

   

Segundo as organizações de defesa dos Direitos Humanos, devido à inexistência de regulação no mercado global de cobalto, as principais marcas internacionais, como a Apple, Samsung, Microsoft, Sony, Volkswagen e Daimler, estão a deixar de fazer verificações básicas para garantir que o cobalto extraído por crianças não seja usado nos seus produtos, nomeadamente baterias de telemóveis, de computadores portáteis e de carros elétricos.

A República Democrática do Congo produz pelo menos 50 por cento do cobalto mundial e um dos maiores processadores do minério no país é a CDM, subsidiária da gigante chinesa Huayou Cobalt, a qual obtém naquele país mais de 40 por cento do cobalto que processa.

(Imagem Amnistia Internacional)
(Imagem Amnistia Internacional)

Na imagem acima, disponibilizada pela Amnistia Internacional, podemos ver o trajeto que o cobalto faz: numa primeira fase parte da República Democrática do Congo para a China para ser processada; numa segunda fase é enviada para a Coreia do Sul e para o Japão para que possa ser utilizada para fazer baterias recarregáveis e, por fim, as baterias são fornecidas às empresas de tecnologias e de automóveis.

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