Apple Maps vs Google Maps: só um respeita a privacidade do utilizador no iPhone

Rui Bacelar
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A privacidade é um dos atuais bastiões da Apple. É uma das vantagens de utilizar um iPhone, ainda que não o devesse ser, pois tal valor deveria ser universal e alheio a fabricantes ou ecossistema. Há, contudo, um longo caminho a percorrer até esse objetivo.

Algo plasmado na comparação entre os serviços Google Maps, que está disponível para qualquer dispositivo - Android e iOS -, mas não Apple Maps, que só se encontra disponível para iPhone (iOS), iPad (iPadOS), Mac (macOS) e no Apple Watch (watcOS).

O serviço Apple Maps protege melhor a informação e dados dos utilizadores

Apple MAps
Dados recolhidos pela aplicação Apple Maps em iOS.

Acima vemos a listagem das informações e métricas colhidas pelo serviço Apple Maps, tal como estas são apresentadas nos cartões de privacidade do iOS. Podemos constatar a presença de informações consideráveis a ser recolhidas, mas algo genéricas.

Temos informações de saúde e fitness, histórico de pesquisas, diagnóstico, localização e dados de utilização. Tal como aponta o cartão de privacidade no iOS, estas informações não estão ligadas à identidade da pessoa.

Por outras palavras, ao recolher estes dados a Apple não é capaz de traçar o perfil do utilizador, estando a sua privacidade mais salvaguardada.

O Google Maps colhe mais informações com caráter pessoal

Google Maps
Dados recolhidos pela aplicação Google Maps em iOS.

Acima vemos o elenco das métricas e informações colhidas pela Google. Temos, desde logo, as informações de contacto, e informações financeiras. Seguem-se os dados do utilizador como os respetivos conteúdos, histórico de navegação, dados da utilização e outras métricas.

A lista segue com os dados de localização, contactos, histórico de pesquisas, identificadores e dados de diagnóstico. É imediatamente notória a diferença na quantidade e tipo de dados recolhidos por ambos os serviços, com a Google a ser a mais famigerada.

É uma realidade que a própria Google já admitiu à Forbes. Afirmou, contudo, que o seu serviço estava programado para respeitar a privacidade dos utilizadores e garantir que os dados colhidos não cairiam em mãos erradas. Algo que não anula o facto de serem recolhidas várias informações pessoais capazes de identificar quem está a usar o serviço a qualquer momento.

Podemos ativar o modo incógnito no Google Maps

Há, contudo, um último reduto para quem quer diminuir a quantidade de informações colhidas pelo Google Maps. Podemos ativar este modo de utilização incógnita que, efetivamente, reduz a recolha de algumas métricas, mas a funcionalidade do serviço fica algo limitada.

Para o ativar temos que abrir a aplicação Google Maps, tocar na nossa imagem / ícone de perfil e, nas opções que são apresentadas, escolher a Ativar modo Incógnito. Deixará assim de ser mantido o historial de pesquisas, histórico de localizações (deixa de ser atualizado) e o Maps não pode ser personalizado.

Para os utilizadores de iPhone (iOS), o Apple Maps é uma opção a considerar. Aliás, se valorizam a privacidade dos respetivos dados, é uma alternativa a utilizar daqui em diante. Sobretudo no final de 2021 quando o iOS 15 ficar efetivamente disponível.

Para a maioria dos utilizadores, contudo, o Google Maps continuará a ser a opção primordial. É efetivamente o serviço mais popular, estando disponível para ambas as plataformas, repleto de funções e muito fácil de usar.

Oxalá, fosse menos ávido pela nossa informação e dados pessoais.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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