Apple junta dois processadores M1 Max para criar o novo chip M1 Ultra

Rui Bacelar
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O evento especial de primavera da Apple deu-nos a conhecer um novo iPhone, novos iPad Air, novo computador e monitor, bem como um novo "motor" de topo. Este é o Apple M1 Ultra, o novo pedaço de silicone com 114 mil milhões de transístores.

Após ter apresentado o processador M1 Pro, em outubro último, com 33,7 mil milhões de transístores, bem como o M1 Max até então o topo de gama com uns incríveis 57 mil milhões de transístores, agora temos essencialmente dois chips M1 Max interligados.

M1 Ultra é o novo processador topo de gama da Apple

Esta foi a solução encontrada pelos engenheiros da Apple para criar um "coração" ainda mais poderoso que o trio M1, M1 Pro e M1 Max e a resposta é extraordinariamente simples. Ou seja, temos dois processadores ligados por uma interface que, aos "olhos" do software, será como se de apenas um processador se tratasse.

Contornada assim a limitação física do processo de construção e litografia, o chipset Apple M1 Ultra é até 8 vezes mais poderoso que um processador Apple M1. Aliás, este M1 é agora usado também no tablet iPad Air após marcar presença nos iPad Pro.

O traço distintivo do M1 Ultra são os seus 114 mil milhões de transístores, a fibra incrível que dá corpo ao novo SoC da gigante de Cupertino. Algo possível graças a uma caraterística escondida até então pela Apple, uma zona de união entre as duas metades.

São 114 mil milhões de transístores a 5 nm no M1 Ultra

A tecnologia pela qual a Apple combinou os dois chips M1 Max para formar o M1 Ultra foi apelidada de UltraFusion e faz subir o número de núcleos para 20. Temos, aliás, 16 núcleos de alto desempenho e 4 núcleos energicamente eficientes.

Temos ainda uma gráfica (GPU) com 64 núcleos de processamento, bem como 32 núcleos de motor neural (NPU), dedicado aos algoritmos de inteligência artificial.

UltraFusion é o nome dado pela Apple à "ponte" entre os dois chips M1 Max

Durante a apresentação, Johny Srouji, o vice-presidente sénior do departamento "Hardware Technologies" afirmou que o novo SoC era outro "game changer", ou seja, um lançamento capaz de quebrar o paradigma atual.

Mais ainda, o M1 Ultra suporta até 128 GB de memória (RAM) unificada, além de uma largura de banda de 800 GB/s (bandwith). O primeiro produto a integrar o novo processador será o Mac Studio, o novo computador de secretária compacto e poderoso.

A (nova) mudança de paradigma para Cupertino

As melhorias estão presentes em todos os aspetos essenciais, do poder de processamento do CPU, à enorme GPU, ao novo Neural Engine, às capacidades de aceleração do hardware com ProRes, entre outros incrementos gerais.

O melhor de tudo? O software reconhecerá o M1 Ultra como um só processador, permitindo ao chipset atuar efetivamente como um só SoC. Por fim, a sua produção está entregue à TSMC com litografia de 5 nm, sendo o fechar de um ciclo, de acordo com a Apple.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
Na escrita e comunicação repousa o gosto, nas leis a formação. Ocupa-se com as novidades de tecnologia na 4gnews. Email: ruifbacelar@gmail.com