No dia 1 de abril de 1976 nascia a Apple pela mão de Steve Jobs, Ronald Wayne e Steve Wozniak. Tudo começou com um computador, o Lisa, que nem teve assim tanto sucesso. Aliás, com a saída de Steve Jobs em 1985 a empresa, que tinha apenas a área de computadores, enfrentou séries dificuldades financeiras, tendo estado mesmo à beira da falência.
Mas o regresso em 1997 de Steve Jobs e um equipamento específico ressuscitaram a Apple das cinzas, transformando-a na marca que é hoje, cotada em bolsa com um valor na ordem dos biliões de dólares e detentora de um dos smartphones mais vendidos do mundo: o iPhone que já vai na sua 17ª geração.
iMac G3
Em 1997, com o regresso de Steve Jobs a Apple passa por uma transformação profunda. E com essa transformação surge o primeiro lançamento emblemático da empresa: o iMac G3 que rompia com tudo o que se conhecida de computadores.
O seu formato redondo, translúcido, com metade da estrutura pintada de azul, destacava-se no mar de PC Windows de caixa quadrada bege. Foi também o primeiro a ser lançado sem unidade para disquete e por incrível que te pareça estava equipado com USB.
O sistema operativo também ajudava, uma vez que estava assento no conceito “What You See Is What You Get (o que vês é o que tens), evitando os atalhos complexos do Windows para chegar a alguns recursos. Nos primeiros cinco meses vendeu 800 mil unidades e trouxe de volta a Apple ao mercado.
O iPod e a Click Wheel
Em 2001, a Apple surpreendeu com o lançamento de um leitor de áudio portátil, o iPod que contava com uma roda mecânica física para controlar a playlist, Foi inovadora, mas em 2004 com a quarta geração deste leitor é que consegue transformar o iPod num lançamento icónico.
Tudo graças à Click Wheel. Esta roda permitia controlar a playlist de música através do toque. Integrava sensores capacitivos. Nesse sentido, os utilizadores apenas tinham de deslizar o dedo para a esquerda, direita, cima e baixo para passar uma música à frente, atrás, entre outras funções. E sim, esta tecnologia capacitiva é a que existe hoje nos ecrãs dos smartphones. Também nesta altura, a Apple lançou a plataforma de streming de música iTunes que declarou guerra a plataformas de pirataria e que ajudou a impulsionar o iPod.
O iPhone
No dia 9 de janeiro de 2007, a indústria de smartphones mudava para sempre. Steve Jobs sobe ao palco da Marcworld para apresentar “um equipamento revolucionário” que juntava três dispositivos num só:
- Um iPod com ecrã panorâmico e controlos táteis
- Um equipamento que fazia chamadas
- Um navegador para Internet
Sim, estamos a falar do icónico iPhone que dispensava teclado físico e eliminava as cenetas digitais. À época, concorrentes como a BlackBerry e Microsoft não se sentiram ameaçadas. Desde então, o icónico smartphone tem passado por várias alterações, com destaque para o iPhone X de 2017 que removeu o botão Home e introduziu o sistema de reconhecimento Face ID e o ecrã OLED no terminal.
Atualmente, o iPhone é um dos líderes de mercado, sendo um dos telefones mais vendido em todo o mundo. Isto apesar de algumas concorrentes apresentarem modelos com especificações mais avançadas, nomeadamente na câmara. Mas o iPhone conta com uma legião de seguidores fiéis e que não se importam de esperar pelas inovações introduzidas a conta-gotas.
Nos portáteis o MacBook Air
Logo no ano a seguir, em 2008, a Apple virou-se para a sua linha de portáteis e lança o MacBook Air. Com 1,93 cm de espessura e 1,36 kg, o modelo veio redefinir o conceito de portátil e aliviar as costas dos utilizadores.
Ainda que o MacBook Air tivesse as suas limitações – apenas uma porta USB e um disco rígido menos potente do que o desejável – deu origem a uma nova categoria de equipamentos: os ultrabooks que ainda existem hoje e fazem parte do portefólio dos principais players deste segmento de mercado.
iPad: o tablet que ninguém sabia que queria
Em 2010, a Apple lança o seu primeiro iPad. O mercado ficou cético. Fabricantes reputados como a Microsoft já tinham tentado a sua sorte, mas não conquistaram utilizadores e o iPad veio mudar isso.
No entanto, o tablet da Apple chegou com argumentos convincentes: um ecrã tátil, ícones no ecrã em vez de menus e janelas, peso leve, funcionamento quase silencioso e com autonomia para 10 horas. Atributos que o tornavam numa solução entre o portátil e o telefone, na qual podiam navegar na Web e ver conteúdos multimédia.
Ainda hoje a Apple renova esta série de produtos, apesar do mercado de tablets ter sofrido nos últimos anos uma queda drástica na venda de produtos.
AirPods: os auriculares sem fios que realmente funcionavam
A Apple preparou a chegada dos seus auriculares icónicos. Em 2016, removeu a entrada jack 3,5 mm para auscultadores do iPhone. Apenas três meses depois lançou os primeiros AirPods. Bastava abrir a caixa para os auriculares se conectarem ao telefone, de forma instantânea e sem a confusão dos fios.
E sim já existiam produtos do género no mercado, mas os AirPods da Apple foram os primeiros a fornecer uma ligação realmente estável com a fonte de som, sem precisarem de ligação através de cabos. O estojo de carregamento também veio resolver o problema da pouca autonomia dos auriculares e o cancelamento de ruído ativo conseguiu conquistar os utilizadores mais exigentes ao nível da qualidade de som.
Este é apenas um vislumbre da longa história de 50 anos da Apple. Foram muitos os sucessos, mas também alguns fiascos pelo meio. Quem não se lembra do Apple Vision Pro que prometia tanto e vendeu tão pouco?! Mas hoje é dia de cantar os parabéns e recordar os melhores momentos.

