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Apple esmaga a concorrência na Europa neste mercado em forte crescimento

Rui Bacelar
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Samsung, Xiaomi, Huawei e demais concorrência. Não há marca que se equipare ao poderio da Apple no segmento dos vestíveis inteligentes, os wearables. Os dados são agora divulgados pela agência de análise de mercado IDC e não deixam dúvidas.

Durante o primeiro trimestre de 2021 o mercado de wearables recuperou rapidamente dos efeitos causados pela pandemia da COVID-19 em 2020, afetando não só a compra de novos produtos, mas também as cadeias de produção durante o último ano.

O mercado de wearables recuperou rapidamente na Europa

Apple Watch

Entre os meses de janeiro ao fim de março de 2021, aponta a IDC, os consumidores europeus compraram mais de 22 milhões de wearables como relógios inteligentes (smartwatch), pulseiras fitness (smartbands), bem como auriculares sem-fios True Wireless (TWS), ente outros dispositivos nesta categoria de acessórios.

Mais concretamente, o mercado de wearables cresceu 33%, mais de um terço, durante o primeiro trimestre de 2021 face ao período homólogo de 2020. Para a agência IDC este foi um sinal claro da retoma económica que se faz sentir na Europa.

Apple lidera isolada, seguida pela Samsung e pela Xiaomi

A liderar a tendência de recuperação está a Apple. A gigante de Cupertino registou 35,6% da quota de mercado nesse trimestre. Em segundo lugar, a Samsung obteve 16,1%, estando já muito atrás da marca líder. Em terceiro lugar temos a Xiaomi com 11,5%.

Europa IDC

A Huawei continua presente nas tabelas, mas com tendência de queda, ocupando o quarto lugar com 6,6% de quota de mercado. Os dados compilados pela agência de análise de mercado podem ser observados na tabela acima.

Os analistas da IDC acreditam que até ao final deste ano (2021), o mercado geral de wearables na Europa atingirá as 91,7 milhões de unidades vendidas. Em 2025, contudo, este valor deve aumentar para as 168,4 milhões de unidades vendidas no nosso continente.

O relatório frisa a importância dos relógios inteligentes neste segmento. Com efeito, os smartwatch de vários tipos foram responsáveis por 31,2% de todas as vendas de dispositivos wearable no trimestre em consideração.

Os wearables mais vendidos na Europa foram os auriculares Bluetooth TWS

IDC

Por outro lado, o tipo de produto mais vendido foram os auriculares Bluetooth sem-fios, os TWS que totalizaram 53,2% de todos os wearables vendidos. Tal como aponta a IDC, este é o tipo de gadget mais apreciado na Europa.

Em terceiro lugar temos as pulseiras inteligentes, o bastião da Xiaomi, a ser responsável por 18,1% das vendas. Aqui temos as smartbands como a sua Mi Band, entre outras pulseiras fitness inteligentes.

"Os produtos wearables continuarão a crescer à medida que os consumidores apreciam a compactação dos componentes e dispositivos inteligentes com várias funções, sobretudo na era da autonomia e auto-vigia das métricas pessoais", aponta Kyla Lam, analista da IDC.

Relógios, óculos e auscultadores, os destaques apontados pela IDC

Os relógios inteligentes representaram uma boa porção das vendas no 1.º trimestre, cerca de 31,2%. Foram vendidas mais de 6,9 milhões de unidades, totalizando um crescimento anual de 51,2%, aponta a IDC.

Novamente, a Apple com os seus Apple Watch reclama o lugar cimeiro, superando as melhores previsões do mercado. A IDC aponta como fatores justificativos a lealdade do público, os primeiros consumidores, bem como os produtos mais competitivos.

Em concreto, os Apple Watch Series 3 e Watch SE, os modelos mais baratos da Apple que terão gerado maior procura.

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Já em jeito de curiosidade, a IDC destaca também o crescimento dos óculos inteligentes. Em causa estão as soluções da BOSE, Huawei e Razer, tendo o segmento crescido 133,4%. É um dos novos segmentos a explorar.

Ainda assim, continuam a ser os auriculares inteligentes, a categoria Earwear, a que mais produtos vende, totalizando 11,7 milhões de unidades. É aqui que temos os AirPods e vários concorrentes no segmento dos True Wireless.

Estamos assim perante um cenário de retoma económica com resultados já visíveis nas tendências de compra na Europa. É, por fim, uma boa perspetiva para os próximos anos, com todos os indicadores a serem francamente positivos.

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Rui Bacelar
Rui Bacelar
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