
A Apple continua focada em melhorar os seus recursos de inteligência artificial e fechou mais uma parceria para otimizar a grande atualização da Siri, que deve finalmente estrear em 2026.
Acordo para impulsionar a IA na nuvem
Em comunicado enviado à CNBC, a Apple revelou o seu acordo plurianual com a Google para utilizar a plataforma de computação em nuvem da gigante das pesquisas como base dos seus futuros modelos de IA.
Numa publicação conjunta, Apple e Google afirmam que a parceria significará que os novos modelos Apple Foundation serão baseados nos modelos Gemini e na computação em nuvem da Google.
“Estes modelos ajudarão a impulsionar os futuros recursos de inteligência artificial da Apple, incluindo uma Siri mais personalizada, que será lançada em 2026.”
- Comunicado conjunto de Apple e Google.
O comunicado destaca que, apesar da parceria, a IA da Apple continuará a ser executada nativamente nos dispositivos Apple e fará uso da Private Cloud Compute, o que garantirá a privacidade dos utilizadores durante o processamento de informações pela IA.
Detalhes financeiros sobre o acordo não foram divulgados até ao momento, mas uma reportagem da Bloomberg, publicada em novembro do ano passado, já especulava sobre a parceria entre as empresas, mencionando que a Apple poderia pagar cerca de mil milhões de dólares por ano para utilizar as tecnologias da parceira.
Esta notícia significa que a Apple finalmente encontrou um parceiro para otimizar a Siri, tornando-a capaz de realizar tarefas mais complexas e mais conversacional — ou seja, permitindo aos utilizadores conversarem de maneira mais simples, como se estivessem a falar com um humano.
ChatGPT e Gemini nos iPhones
Importa lembrar que a Google não é o único parceiro da Apple para IA. Em 2024, a Apple também anunciou uma parceria com a OpenAI para utilizar o ChatGPT integrado na Siri. Desta forma, os utilizadores de dispositivos Apple podem acionar o chatbot e realizar consultas diretamente pela assistente de IA. Será que o popular chatbot de IA da OpenAI vai perder espaço para as tecnologias da Google?
