Apple reafirma o compromisso com a liberdade de expressão e Direitos Humanos

Rui Bacelar
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A Apple comprometeu-se publicamente a respeitar a liberdade de informação e expressão, publicando esta mesma jura num documento publicado na sua página institucional de Direitos Humanos e responsabilidade dos fornecedores.

A publicação foi influenciada pelas preocupações de um grupo de acionistas da gigante de Cupertino face à alegada inação perante a censura na China. De acordo com a agência Reuters, em causa esteve a remoção de soluções VPN na App Store chinesa.

A Apple sai em defesa da liberdade de informação e expressão

Imbuída do espírito da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o documento recém publicado pela Apple pode ser consultado (em PDF), reforçando explicitamente o respeito da empresa pela supracitada declaração como parte da missão da empresa.

"Na Apple, estamos otimistas face ao incrível potencial da tecnologia para atingir bons fins. Mas, sabemos que isso não acontecerá por si só. Todos os dias temos de trabalhar para que os dispositivos que criamos estejam imbuídos da humanidade que nos caracteriza", - Tim Cook.

A empresa norte-americana discorre ainda sobre o sentido de responsabilidade que lhe assiste, enquanto fabricante de dispositivos que podem mudar a nossa vida e, sobretudo, melhorar o quotidiano de quem os usa.

Referem, novamente, o compromisso com a privacidade e segurança do utilizador, elevada ao mais alto padrão na indústria. Algo que se estende a todos os produtos da tecnológica, desde a App Store, ao sistema Apple Pay e, claro, ao iPhone.

Os avanços e recuos na China

A agência Reuters enfatiza a remoção de várias aplicações de VPN, utilizadas sobretudo para aceder a conteúdos bloqueados na China, na App Store local. A atitude foi vista como complacência, por parte da Apple, para com a censura chinesa.

Factos que motivaram a reunião do painel de acionistas em fevereiro último, bem como a apresentação de uma proposta à empresa, almejando uma declaração pública por parte da tecnológica. A moção, não foi aprovada, mas a Apple decidiu reagir.

Esta reação surge agora sob a forma de reafirmação do compromisso da empresa com o respeito da liberdade de informação e expressão, bebendo também dos princípios que pautam as Nações Unidas.

Entretanto, vários ativistas na defesa dos Direitos Humanos, pedem à Apple que corte relações com fornecedores chinesas que, alegadamente, usam trabalho forçado da minoria étnica uigure nas suas fábricas.

As críticas à Apple endurecem-se com a remoção da aplicação que ajudava os manifestantes em Hong Kong a monitorizar os movimentos da polícia e autoridades estatais. Na sua defesa, a Apple afirma que a app era usada para ataques dirigidos.

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Rui Bacelar
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