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É indiscutível que, ao longo do tempo, a comparação entre um ou outro sistema operativo, seja ele para computador, tablet, smartphone ou até televisão, acabe por surgir dado que o todos pensam sempre, em primeiro lugar, qual será a melhor escolha face àquilo que procuram.

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Dito isso, é fácil entender que o que possa ser pretendido por um consumidor não seja o mesmo que por outro, pelo que a escolha final, por mais absurda que possa parecer, possa fazer sentido para essa pessoa. A pergunta que surge é: então porque comparar se irá sempre depender do utilizador final? Porque aqueles que desenvolvem o software em causa desenvolvem-no olhando para os outros, isto é, a comparação é um requisito, quer se queira quer não, e é uma ótima forma de potencial evolução do mesmo.

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Com efeito, Android Marshmallow e Windows 10 Mobile são dois sistemas com várias semelhanças mas com mais diferenças ainda. Se retomarmos a 2008, é lançado o primeiro dispositivo (para comércio) com Android e, nessa altura, a plataforma da Microsoft tinha um nome, apenas, ligeiramente diferente, Windows Mobile, e, sem dúvida, uma semelhança muito maior ao sistema rival do que tem atualmente. Porém, a empresa de Redmond muda toda a sua estratégia quando começa a perder quota de mercado e, em 2011, surge o Windows Phone 7, com uma ideologia totalmente nova, para melhor, mas com algumas controvérsias. O Windows Phone era a nova aposta da empresa americana e era tão futurista – minimalista, simples e dinâmico e, principalmente, rápido, muito rápido. Contudo, chegou tarde e, desde então, tenta acompanhar como pode o Android, que domina o mercado mundial com cerca de 80% em termos de market share. O sistema da Google por sua vez, durante muito tempo pareceu apenas importar-se com o número de pessoas que já o utilizavam, algo como que sem um rumo – devido à muita fragmentação e liberdade dadas às marcas dos smartphones – mas que, de há uns anos para cá, tem invertido altamente essa tendência e sido cada vez mais coesa em vários sentidos.

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Passando às (maiores) semelhanças de ambos – olhando para as últimas versões dos dois sistemas -, Android Marshmallow e Windows 10 Mobile associam-se pela personalização – que é vasta e permite ao utilizador a adaptação de tudo que é o ecrã do smartphone ao seu estilo. A barra de notificações tornou-se bastante parecida, integrando todas as opções como ligações Wi-Fi ou Bluetooth, definições e tantas outras coisas que são utilizadas frequentemente. Ao contrário de outros tempos, as duas plataformas são apelativas, interativas e velozes quanto baste de modo a não comprometerem os aparelhos nos quais estão inseridas. Por fim, também a partilha de ficheiros, seja com recurso às redes sociais, seja via e-mail, etc, é bastante vasta e apenas pode ser condicionada pela inexistência de uma ou outra aplicação não presente na loja.

Em contrário, as suas diferenças são mais do que as igualdades e, a esse nível, o critério é também subjetivo. Começando pela maior disparidade, enquanto que na plataforma da Google podem ser instaladas uma vasta quantidade de aplicações que estão presentes na Play Store e, ainda, umas quantas outras que podem ser transferidas manualmente de outras fontes, no Windows 10 Mobile, seja de que forma for, as aplicações são bastante restritas e, principalmente, com menos funcionalidades. Porém, isso é algo que todos devem ter em mente dado que é o foco, regra geral, de comparações dos dois softwares. Dessa forma, outra desigualdade consiste não só na quantidade enormíssima de todo o tipo de gadgets que existem dedicados aos utilizadores do boneco verde e tão “poucas” para os da empresa de Redmond. Por último, há ainda um fator a ter em conta que é o facto de haver mais opções de escolha no mundo Android que no mundo Windows, e que tornam a experiência do primeiro – para quem gosta -, passível de ser melhor que a do segundo pois, de facto, para além de haver mais marcas, muitas mais, que criam dispositivos com sistema operativo da Google, também é-lhes a elas permitida a adição de funcionalidades e re-design, que não acontecem no Windows 10 Mobile e que, por isso, tudo que o sistema é e pode ser dependerá, integralmente, da Microsoft em si. De resto, a maior diferença está, simplesmente, na estratégia adotada por ambas as empresas dado OneDrive, Skype, Office e tantos outros estão aptos a ser utilizados no Android mas, YouTube, Google Maps, Hangouts e outras aplicações oficiais da empresa não podem ser usufruídas nos smartphones da Microsoft.

AppStores

Assim, o fundamental é saber que ambos os sistemas se encontram em plena evolução. Embora cada um ao seu ritmo e a diferença no montante total de utilizadores de cada um, os mesmo são adorados de igual forma por várias pessoas que apenas querem continuar a utilizá-los por causa de uma ou outra razão.

Em suma, não há porque dizer que um é melhor que o outro. Talvez haja um mais completo mas não melhor porque também aspetos nos quais se verifica que são vantagens, e consequentemente desvantagens, de um para outro. O mais importante, é que continuem a existir enquanto os smartphones forem parte do dia-a-dia dos indivíduos porque, certamente, serão relevantes para a concretização de muitíssimas tarefas, largamente diversificadas.

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Desde cedo comecei a interessar-me pelo que podia fazer no computador. Porém, a grande paixão surgiu com o primeiro telemóvel e complementou-se com os smartphones. Nada há a dizer, são simplesmente fantásticos e úteis em todo o tipo de situações.