Google Play Store API aplicações Android
A partir de meados de 2018 a loja oficial deste sistema operativo implementará um controlo apertado @androidpolice

A loja oficial de conteúdos para o sistema operativo Android, a Google Play Store tem estado envolta em alguma controvérsia nas últimas semanas. A comoção gerou-se quando esta anunciou oficialmente que iria remover aplicações que utilizavam os serviços de acessibilidade. Isto para propósitos não diretamente relacionados com dificuldades sentidas pelos utilizadores.

Entretanto a Google estará a tentar encontrar uma nova forma de implementar os serviços de acessibilidade para que estes não sejam utilizados para fins diversos. Contudo, o que hoje nos traz aqui são as novidades para as nossas aplicações. São elas que tornam os nossos smartphones verdadeiramente “smart” e em breve estarão sujeitas a novas regras.

Vê ainda: Google implementa novas medidas de segurança no Android Oreo

Ao longo dos próximos dois anos os programadores terão que providenciar um SDK com a versão recente das suas aplicações. Mais ainda, terão que as atualizar para que estas passem a suportar o funcionamento a 64-bits. Isto claro, caso ainda não fossem nativamente compatíveis com a execução a 64-bits.

Google Play Store aplicará novas regras para as aplicações

A Google Play Store vai também começar a adicionar alguma metadata nas APK’s para efeitos de verificação e confirmação. Contudo, relativamente a este ponto a maioria dos programadores não tem que se preocupar com isto.

Em primeiro lugar, e antes de avançar no artigo, o que é uma API? Trata-se da Interface de Programação de Aplicações. Ou Interface de Programação de Aplicação, cujo acrónimo API provém do Inglês Application Programming Interface.

As mudanças serão implementadas a partir de meados de 2018. A partir daí, todas as novas e aplicações atualizadas vão ter que fornecer um SDK (Kit de desenvolvimento de software. Também conhecido como Software development kit, SDK ou “devkit”), que não tenha mais de 1 ano de idade.

Por exemplo, a partir do lançamento do Android P (em agosto de 2018), os programadores só poderão publicar na Google Play Store aplicações que empreguem uma API de nível 26 ou superior. Na prática, no máximo com o sistema operativo do ano transacto que nesse caso será o Oreo.

Android P trará novas regras para as aplicações

Posteriormente, em 2019, com o lançamento do Android Q, o nível mínimo da API será o do Android P (provavelmente uma API de nível 28). O raciocínio continua, seguindo esta lógica. Tal e qual é plasmado no blog oficial da Google.

Importa também frisar que o nível desejado da API difere do nível mínimo da API exigida pela Google Play Store. Tal como o nome indica, o nível mínimo significa que essa API funcionará com X versão do Android. O nível desejado da API (target) é tecnicamente definido de acordo com a versão do sistema operativo com que a aplicação foi testada.

Aplicações terão que cumprir novos requisitos na Google Play Store

Por exemplo, se uma aplicação visa atingir a API 26 (Android Oreo 8.1), e tem um API mínimo de 14 (Android 4.0) isto quer dizer que suporta todas as versões do sistema compreendidas neste intervalo. Aliás, uma aplicação pode ser criada já para atingir uma API que só chegará com o Android P no próximo ano.

Esta é uma das estratégias da tecnológica para que as aplicações da Google Play Store utilizem SDK’s mais recentes. Para que empreguem códigos de melhor performance e para que ocorram menos percalços com a retro-compatibilidade.

A nova meta de nível de API entrará em vigor a partir de agosto de 2018. A partir daí, todas as novas aplicações que queiram entrar Google Play Store terão de ser compatíveis com o funcionamento a 64-bits. As aplicações existentes terão que ser atualizadas, para suportar este mesmo funcionamento a 64-bits até novembro de 2018. A partir daí esta atualização será imposta pela Google.

Suporte para novas API’s (nível superior) do Android

No meio da enorme publicação da google, temos algumas informações relativas às futuras versões do Android. Estas passarão a aplicar restrições do nível das API’s.

Apesar de não referir diretamente as aplicações antigas estas estão obviamente no foco das atenções e terão que ser atualizadas. Caso contrário…

As futuras versões do Android também vão restringir aplicações que não visem alcançar um nível recente da API, algo que tem um impacto adverso na performance ou até mesmo na sua segurança”.Google Play Store API aplicações Android

Isto acaba por fazer todo o sentido. Note-se que uma aplicação criada nos dias do Android 1.X hoje em dia é praticamente inútil. Obsoleta e praticamente inutilizável. Contudo, isto pode significar também que outras aplicações sejam excluídas da Google Play Store.
Mesmo que ainda funcionem na perfeição, ou pelo menos sem grandes problemas.

Suporte para 64-bits nas aplicações na Google Play Store

Outro dos novos requerimentos, ou melhor, pré-requisitos será para as apps que distribuam o código fonte.

Já precavendo a eventual ocasião em que o hardware deixe de suportar o código a 32-bits, a Google passará a exigir o suporte para 64-bits. Em todas as novas aplicações. Contudo, para já os programadores poderão continuar a disponibilizar ambas as versões da aplicação em 32 e 64-bits.

A obrigação de suporte para uma arquitectura de 64-bits só entrará em vigor a partir de agosto de 2019. Até lá, os programadores ainda dispõem de muito tempo para se prepararem.

A partir do início de 2018 a Google Play Store também começará a inserir uma pequena quantidade de metadata de segurança dentro das APK’s. Isto servirá como verificação de que a aplicação passou pela Google Play Store, pelos seus filtros e servirá também como forma de autenticação.

Viaandroidpolice
FonteAndroid Developers
Quando não está a escrever um artigo ou a gravar algum vídeo, o Bacelar tem por hábito saborear um bom livro, descobrir novas bandas sonoras ou simplesmente desfrutar do sol, na companhia de quem mais gosta (MM).