Ainda à espera do 5G? Já há quem esteja a trabalhar no 6G

Carlos Oliveira
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A operadora China Mobile e a Universidade de Tsinghua anunciaram uma nova parceria para o desenvolvimento da tecnologia 6G. Numa altura em que o globo ainda espera pela implementação das redes de 5G, já há quem olhe para a sua sucessora.

Com esta parceria, as partes irão juntar forças no desenvolvimento de redes de telecomunicações do futuro, conexão à intenet do futuro, internet industrial, Inteligência Artificial e outras áreas fundamentais para o 6G.

As entidades chinesas querem ainda promover a produção e aprendizagem desta nova tecnologia. A ideia é acelerar o desenvolvimento das infraestruturas básicas para o 6G e ainda guiar a transformação e industrialização da mesma.

A China Mobile é uma das que mais aposta na investigação

Sendo esta uma operadora estatual, é normal que esteja na linha da frente no investimento. É então sem grande surpresa que vemos que a China Mobile gasta anualmente mais de 2.5 mil milhões de euros em investigação. Investigação essa que é levada a cabo por uma equipa de mais de 10.000 colaboradores.

Assim sendo, faz todo o sentido que esta entidade esteja, desde já, envolvida no desenvolvimento de redes 6G. Parece quase surreal falar-mos já neste tipo de redes, mas a verdade é que já há quem esteja a trabalhar nelas.

Quando podermos ver o 6G no mercado?

A resposta a este interrogação ainda não existe. O 5G ainda está numa fase muito precoce da sua implementação, pelo que ainda é cedo para fazer previsões para o seu sucessor.

O presidente da divisão de 5G da Huawei já veio afirmar que o 6G não chegará ao mercado antes de 2030. Claro que esta é uma mera previsão é não há forma de aferirmos o quão correta ela se poderá revelar.

Importa relembrar que o 4G começou a sua implementação em finais de 2009. Quer isto dizer que demorou cerca de dez anos até que a sua sucessores começasse igualmente a ser implementada.

Assim faz todo o sentido que o 6G possa não fazer parte da nossa realidade na próxima década. Claro que o desenvolvimento terá de começar a certa altura, mas é ainda cedo para formar juízos face a esta nova tecnologia.

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Carlos Oliveira
Carlos Oliveira
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