Apple-Watch-Edition (8)O Apple Watch Edition será, muito provavelmente, o produto mais exclusivo e mais premium que a marca americana alguma vez fez. Mas afinal de contas, quem é que teve a ideia de o criar? Quem é que levou este projecto avante e quais as  repercussões sociais do Apple Watch Edition?

Revolvida quase uma semana desde o evento da Apple “Spring Forward”, onde as grandes estrelas foram o novo MacBook e o Apple Watch, é tempo de digerir e assimilar melhor o que o novo acessório de luxo, o Apple Watch Edition, nos traz e quais as suas implicâncias na vida real.

   

Quem teve a ideia de o criar e lançar no mercado? A resposta a esta primeira questão é bastante fácil. Jonh Ive, o vice-presidente sénior do design da Apple, constantemente cansado, eternamente insatisfeito e desassossegado, mesmo ao volante do seu Bentley Mulsanne.

Dele, partiram as directivas de design  do iPod, iMac, iPhone, iPad, MacBook e também, uma ideia que gerou bastante resistente, mesmo dentro do pomar. O Apple Watch Edition e a sua etiqueta que começa nos 10.000 dólares e que deverá ter câmbio directo para euros, demoraram a ter aprovação, muito em parte por serem completamente elitistas.

A Apple sempre almejou vender os seus produtos a toda a gente, de todos os níveis e escalões sociais e, pelos vistos, a criação deste Apple Watch Edition iria atrair todo um novo grupo de consumidores, os grandes tubarões, “os 1%”. Escusado será dizer que esta medida gerou alguns atritos dentro da marca mas, mesmo assim, Jonh Ive ganhou a discussão e o Apple Watch Edition é uma realidade.

O mercado de gama média e baixa de smartphones é dominado pelos equipamentos Android, principalmente por algumas marcas como a Motorola, Xiaomi e a OnePlus, até a Sony está a apostar forte neste segmento. Mas, aqui não temos um verdadeiro “luxo”, pelo menos no sentido tradicional da palavra.

Equipamentos para as massas, equipamentos baratos, especialmente concebidos para os mercados em desenvolvimento como o asiático, brasileiro e um ou outro mercado africano. Aqui, para manter o preço baixo, alguma coisa tem que ceder, ou a qualidade de construção, ou as especificações ou até ambos em muitos casos.

No lado oposto desta balança temos a Apple. O iPhone até pode ser duas ou três vezes mais caro do que um simples OnePlus One mas mesmo assim é acessível a milhões e milhões de pessoas que não hesitam nem um pouco ao pagar mais para ter algo verdadeiramente premium. Ter um iPhone é destacar-se da multidão, dá-te um pouco da exclusividade associada à marca e esse factor, por si só, é suficiente para a Apple vender cada vez mais smartphones.

Apple Watch Edition será vendido de uma forma completamente diferente do Apple Watch Spor (349$). O Edition será uma verdadeira joia, mais valiosa do que o ouro que a constitui (só é pena que a tecnologia no seu interior tenha um prazo de validade de pouco mais de um ano). E, como disse no nosso LiveCast anterior, um amigo do alheio que veja alguém com um Apple Watch Edition saberá que além dos 10 000$, poderá roubar ainda mais 700$, valor mínimo do iPhone. Portanto, cuidado ao exibir o seu Apple Watch Edition.

Deixo-vos com uma pergunta. Será que o senhor John Ive tomou a decisão acertada ao criar e lançar o Apple Watch Edition? Será que esta versão verdadeiramente premium abrirá o precedente necessário para um iPhone, iPad e até um MacBook em versões muito mais caras e luxuosas?


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