(Nota: este artigo tem conteúdo spoiler, por isso, se ainda não viste o fillme "People We Meet On Vacation", o melhor é guardar o artigo para ler mais tarde)
O filme "People We Meet On Vacation" estreou recentemente na Netflix e, sem surpresas, tem feito grande sucesso na plataforma, não só em Portugal como no resto do mundo. Este é uma adaptação cinematográfica do livro de Emily Henry, que foi lançado em 2021 e, também ele, fez bastante sucesso.
Confesso que sou mais de comédias e filmes de ação do que de romances, mas gostei bastante deste em particular. Apresentando a história de um modo geral, esta fala sobre Alex (Tom Blyth) e Poppy (Emily Bader), dois amigos que passam férias juntos todos os anos e que, apesar de irem tendo outros companheiros, mantêm sempre um carinho especial um pelo outro.
O trabalho de Poppy faz com que esta ande sempre a saltitar de um lado para o outro, pelo mundo fora, sem grandes ideias do que está para vir. Alex tem um registo de vida mais tradicional, dando primazia à estabilidade e a uma vida planeada e confortável.
Acaba de forma previsível, mas "o destino é a viagem"
(Nota: agora sim, alerta spoiler) Como em grande parte dos romances, a história acaba de forma previsível: os dois acabam juntos e apaixonados. No entanto, o que achei interessante aqui foi a viagem até ao desenlace final. Creio que a dinâmica de Alex e Poppy foi-se desenvolvendo de forma natural e podemos dizer que é uma narrativa que requer paciência.
Isto porque, por vezes, dá a sensação de que o que o público quer (os dois juntos) nunca acontece e fica sempre adiado. Para quem não leu o livro, como é o meu caso, cheguei até a equacionar a hipótese de não ficarem juntos, ainda que achasse tal coisa improvável ao início.
Achei interessante a forma como a intimidade entre os dois protagonistas se foi desenvolvendo, que em nada me pareceu forçada. No início, a amizade dos dois até era bastante tensa, e não de uma forma cliché, na minha perspetiva. Achei um filme relativamente realista e sincero, que podia perfeitamente ser uma história de qualquer um de nós.
Apenas uma nota final...
Quando acabei de ver o filme, só me passava uma coisa pela cabeça: podia ter sido uma série. Nem que fosse uma minissérie de 3 ou 4 episódios. Até pela estrutura do filme, faria todo o sentido, já que este mostra-nos trechos de várias viagens. Seria fácil compartimentar a história em blocos, de forma bastante natural.
Por vezes, dava a sensação de que demasiada coisa acontecia de forma condensada, desde os namorados de Poppy, ao fim de relação de Alex, entre outras coisas. Apesar de tudo, foi um filme que me conquistou e não dou estas cerca de 2 horas que passei a ver o filme por perdidas.
