Adeus Toshiba, olá Dynabook!

Mónica Marques
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Em Portugal desde 2019, a Dynabook ocupou o lugar da extinta Toshiba assim como herdou a sua área de PC e acessórios de informática.

Mas com a mudança de nome, veio também a mudança de posicionamento no mercado e a empresa tem agora em vista outros "voos", relacionados com o business-to-business e com soluções para trabalho remoto.

A mudança de nome e de abordagem ao mercado

Dynabook evento
Carlos Cunha, diretor da Dynabook Portugal, explicou o novo posicionamento da marca outrora conhecida por Toshiba

Durante décadas, na Europa foi conhecida como Toshiba, mas agora o nome a reter é Dynabook. E foi exatamente isso que hoje a nova marca comunicou, mais uma vez, ao mercado, num encontro em Lisboa com meios de comunicação.

Em 2018, a área de informática da Toshiba foi adquirida pela Sharp e em 2019 formalizou-se a mudança total que não passou apenas por um novo nome, mas também por uma nova identidade e abordagem ao mercado. Quem o diz é o diretor comercial da Dynabook, Carlos Cunha, que explica que a empresa quis refletir também no nome a fase diferente que tinha início nessa data, assim como a organização diferente e um novo posicionamento no mercado.

Mas o "novo" nome não surgiu por acaso. No Japão, a Toshiba sempre foi conhecida por Dynabook, por isso a nova designação surgiu de forma natural até para manter uma associação ao brand que sempre existiu naquele país. Aliás, "todas as partes de negócio Toshiba que foram vendidas, deixaram de ter o brand Toshiba", acrescenta o responsável.

Mercado de soluções tem espaço para crescer

Claro que a mudança de nome dá origem a mais desafios, especificamente na área de comunicação de marca, como acontece quando se lança qualquer nova marca. "É uma nova marca com uma nova perspetiva e uma abordagem diferente ao mercado", afirma Carlos Cunha.

Por essa razão, "estes dois últimos anos foram de muito trabalho, sobretudo de integração com a equipa, e também a nível interno, dentro da estrutura da Sharp", esclarece Carlos Cunha.

Apesar de nos dois primeiros anos de existência, a Dynabook não ter renovado o seu portefólio de produtos, em 2021 essa renovação aconteceu por fim, mas centrada na nova aposta e abordagem da marca ao mercado, ou seja, soluções empresariais, direcionadas para o novo modelo de trabalho híbrido (presencial e remoto), pelo qual muitas organizações optaram.

O mercado de soluções empresariais tem, aliás, "espaço para crescer exatamente porque o modelo de trabalho híbrido veio para ficar". Por isso, mesmo, atualmente a Dynabook conta com "uma organização vertical dedicada a soluções, até porque o investimento é para continuar nas soluções, uma vez que esta é também uma forma de a marca se diferenciar no mercado enquanto fornecedor".

Regresso ao mercado de consumo não está nos planos da empresa

Quanto ao mercado de consumo, para já o regresso não está nos planos da marca, garante Carlos Cunha. "O único mercado em que a Dynabook continua a apostar no segmento de PC de consumo é no Japão".

Mas na Europa, Portugal incluído, a estratégia da empresa passa nos próximos anos pelo "desenvolvimento da área business-to-business e pelas soluções para modelos de trabalho híbrido".

Para todos os utilizadores saudosos dos outrora icónicos modelos Qosmio e Satellite, as notícias não são as melhores. O mercado de consumo não será uma aposta da marca nos próximos cinco anos, pelo menos. Mas para todas as empresas que necessitem de uma solução que lhes permita responder às necessidades e desafios que o modelo de trabalho híbrido trouxe consigo, a Dynabook promete novidades, assentes no know-how e experiência que a extinta Toshiba deixou para trás.

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Mónica Marques
Mónica Marques
Como jornalista de tecnologia assistiu à chegada do 3G e outros eventos igualmente inovadores no mundo hi-tech ao longo de mais de 20 anos de carreira.