
É impossível falar sobre a história da indústria dos smartphones e não referir a Samsung. No entanto, o percurso também tem tido momentos sinuosos. Um deles até levou o presidente da marca sul-coreana a queimar 150.000 telemóveis. Sim, leste bem.
Como recordam os nossos colegas da Android Authority, corria a década de 90 quando tal coisa aconteceu. Na altura, o então presidente da Samsung, Lee Kun-hee, sentia que a marca não tinha a qualidade que este ambicionava.
A certo ponto, a Samsung estaria a produzir telemóveis com uma alta taxa de defeitos, o que não agradava ao próprio. Como gesto de insatisfação pelos baixos níveis de qualidade, decidiu queimar 150.000 telemóveis, na presença de milhares de funcionários.
Mais de 1 em cada 10 telemóveis da Samsung tinham problemas
Ao que consta, a taxa de defeitos rondava os 11,8%. Ou seja, por cada 10 telemóveis, cerca de 1 vinha com defeito, o que é um valor muito significativo para uma marca de tamanho calibre. Foi aí que a estratégia da Samsung teve de mudar.
Em vez de procurar soluções rápidas, capazes de gerar vendas em grande volume, o foco passou a incidir mais na qualidade e menos na quantidade. Na altura, poderia parecer uma atitude ousada, mas a verdade é que não foi assim tanto.
Afinal de contas, esta mudança de paradigma fez com que, em 1995, a Samsung conseguisse dar um salto impressionante do 4º para o 1º lugar, no mercado da Coreia do Sul, país de origem.
O crescimento continuaria a ser feito de forma sustentada, o que permitiu à Samsung tornar-se, em 2012, a maior fabricante do mundo, ao ultrapassar a Nokia. Desde então, discute taco a taco com a Apple a liderança do mercado.
É claro que nenhuma marca está imune a problemas e polémicas relacionadas com a qualidade dos seus produtos. Recorde-se, por exemplo, quando o Galaxy Note 7 exigiu que a marca fizesse um “recall” global, por problemas associados ao dispositivo.
De qualquer forma, para uma parte significativa dos consumidores, hoje em dia, Samsung é sinónimo de qualidade, o que não invalida que, no mercado, também tenhamos alternativas cada vez melhores.
