A próxima geração da consola da Sony está associada a uma configuração base que inclui um SSD de 1TB e a possibilidade de não integrar leitor de discos, o que reforça a abordagem totalmente digital, um destino que parece cada vez mais certo no que toca ao mundo dos jogos.
Esta orientação é descrita como uma das formas mais diretas de reduzir custos de produção, visto que as PlayStation sofreram um aumento de cerca de 100 euros, face à escassez de RAM e SSDs.
A informação foi avançada pelo site Wccftech, no contexto de informações sobre o hardware e escolhas técnicas do projeto. Estes dados também indicam que a consola deverá usar tecnologia da AMD, com as arquiteturas RDNA 5 e Zen 6, as mesmas esperadas para a próxima Xbox, chamada Project Helix.
E quanto a preços?
No plano económico, é apontado um custo de produção por unidade na ordem dos 760 dólares (cerca de 663,21€). Dentro desse cenário, existe a hipótese de a Sony aplicar um subsídio para reduzir o preço de venda para cerca de 699 dólares (cerca de 609,81€), embora esta estratégia não esteja confirmada.
O mais certo é contarmos com os preços mais elevados, como tem sido a tendência nas últimas semanas.
Os jogos poderão ocupar (muito) menos espaço
Outro ponto importante prende-se com o armazenamento e o impacto potencial de novas tecnologias de compressão. É mencionada a possibilidade de suporte a compressão neural de texturas através do SDK da consola, o que poderia reduzir significativamente o tamanho dos jogos.
Dependendo da tecnologia adotada, jogos muito pesados poderiam ocupar uma fração do espaço atual, com exemplos teóricos a indicar reduções muito acentuadas.
Também é referida a existência de diferentes abordagens nesta área, incluindo soluções associadas à AMD e à NVIDIA, sendo que algumas delas já demonstraram compatibilidade com vários tipos de hardware. A escolha final dependeria da maturidade e disponibilidade dessas ferramentas no momento de implementação.
O que esperar?
Por fim, o cenário descrito insere-se numa tendência mais ampla de transição para o digital, já visível em gerações anteriores com versões sem leitor ótico, e na crescente redução do peso dos jogos através de técnicas de compressão mais avançadas.
Ainda assim, a eliminação total do formato físico poderá gerar resistência por parte de utilizadores que valorizam edições físicas e colecionáveis.
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