Nem sempre é fácil escolher a televisão certa para comprar. Afinal de contas, há vários detalhes importantes a considerar na hora da compra, pelo que deves estar o mais informado possível. Em baixo, damos-te a conhecer alguns aspetos relevantes.
1. OLED, QLED ou o novo Mini-LED?
A primeira decisão é a mais difícil, já que há tecnologias de ecrã que se podem adequar mais a ti do que outras. O OLED continua a ser o rei do contraste (pretos perfeitos), mas as novas Mini-LED tornaram-se a escolha inteligente para salas muito iluminadas, oferecendo um brilho que o OLED ainda não consegue atingir. Se o teu objetivo é ver filmes ou séries à noite, OLED é o caminho; se a TV é para a sala de estar com muita luz solar, o Mini-LED será mais eficaz.
Se procuras uma solução mais versátil e a um preço mais comportável, uma televisão QLED tende a ser uma boa opção.
2. Taxa de atualização
Muitos utilizadores compram televisões baratas de grandes dimensões sem reparar na taxa de atualização. Ora, a taxa de atualização mede-se em Hz e, quanto maior o valor, maior é a fluidez visual de tudo aquilo que vês. Ou seja, por norma, mais Hz equivalem a melhor imagem.
Uma TV de 60Hz vai limitar mais a fluidez dos teus jogos e conteúdos televisivos do que uma de 120 Hz, por exemplo. Verifica sempre se a TV possui portas HDMI 2.1, essenciais para transportar esta largura de banda.
3. Processamento de IA: O cérebro da TV
Em 2026, a qualidade da imagem já não depende apenas do painel, mas do processador. Marcas como a LG e a Hisense integraram chips de IA que fazem upscaling (melhoria de imagem) em tempo real. Isto significa que um canal de TV normal (SD/HD) parecerá quase 4K. Sem um bom processador, uma TV 4K barata mostrará uma imagem "baça" em conteúdos que não sejam de alta definição.
4. A distância correta
Muitos portugueses compram televisões de 75 polegadas para salas pequenas, resultando em fadiga ocular. Lembra-te que uma compra, por si só, nunca é boa ou má. Depende sempre do contexto onde se insere.
Para uma experiência 4K imersiva, a regra de ouro é multiplicar o tamanho do ecrã por 1,2 para obter a distância ideal. Por exemplo, para uma TV de 65", deves estar sentado a aproximadamente 2 metros.
5. O Som
À medida que as televisões ficam mais finas, a perceção é de que a qualidade das colunas internas diminui. Hoje em dia, pode fazer sentido reservar uma parte do orçamento para uma Soundbar com suporte Dolby Atmos. Ter uma imagem incrível com um som "metálico" retira metade do prazer da experiência cinematográfica. Por isso, é sempre uma questão a ter em conta.
