A petição Stop Killing Games, que integra uma Iniciativa de Cidadania Europeia contra a prática de tornar games injogáveis após o fim do suporte, alcançou um marco importante e já foi enviada para análise da Comissão Europeia.
O movimento conseguiu validar 1,3 milhões de assinaturas de um total de 1,4 milhões recolhidas, superando com folga o mínimo de 1 milhão necessário para que a proposta seja formalmente considerada pelas autoridades da União Europeia (via GameReactor).
Portugal soma 31 mil assinaturas verificadas
Portugal aparece entre os países que aderiram à iniciativa, com cerca de 31 mil assinaturas verificadas, segundo os dados divulgados pela campanha. O número coloca o país ao lado de outras nações europeias que também demonstraram forte apoio ao movimento, como Alemanha, França, Espanha, Polónia e Países Baixos.
O que é o movimento Stop Killing Games
Na sua essência, o Stop Killing Games opõe-se à prática cada vez mais comum de editoras que desligam servidores de jogos que dependem de ligação online, tornando esses títulos completamente inutilizáveis, como explica o The Gamer. Com isto, consumidores que pagaram por um produto acabam por perder totalmente o acesso aos jogos.
A campanha argumenta que os videojogos modernos ocupam uma área cinzenta na legislação. Diferentemente de bens físicos, como livros, que tradicionalmente pertencem ao comprador para sempre, ou serviços com prazo definido, muitos jogos atuais não deixam claro por quanto tempo continuarão acessíveis.
O objetivo da iniciativa não é obrigar as editoras a manter servidores ativos indefinidamente, mas sim exigir que existam planos para que os jogos permaneçam funcionais após o fim do suporte oficial. Isto pode incluir, por exemplo, a disponibilização de modos offline, servidores comunitários ou outras soluções que permitam aos próprios jogadores manterem os títulos ativos.
Próximos passos da campanha
Um dos voluntários da campanha, Moritz Katzner, explicou que o número de assinaturas verificadas foi mantido em sigilo por um período, e que em breve a organização divulgará mais informações sobre os próximos passos através de um novo vídeo, um site redesenhado e um Discord reestruturado.
