
Um novo estudo científico sugere que mudanças de hábitos no dia a dia podem prolongar o tempo esperado de vida. Até aqui, nada de surpreendente: a novidade é mesmo o facto de serem mudanças extremamente pequenas. Mais pequenas do que pudéssemos imaginar.
Quem o refere é Nicholas Koemel, da Universidade de Sydney, na Austrália. Segundo o próprio, “apenas cerca de 5 minutos extras de sono por dia, cerca de 2 minutos a mais de atividade física moderada a vigorosa – como uma caminhada rápida ou subir um lance de escadas – combinados com apenas meia porção extra de vegetais por dia, estão associados a um aumento de 1 ano na expectativa de vida”.
O estudo feito por Koemel
Para chegar a tais conclusões, Koemel teve de analisar dados de sono, dieta e exercício físico de cerca de 60.000 adultos, entre os 40 e os 69 anos. Uma das perguntas feitas a cada um dos elementos teve a ver com o tipo de alimentos ingeridos no último ano. Depois, cada um recebia uma avaliação de 0 a 100, em função do quão saudável era a dieta.
Usaram também um rastreador de movimento no pulso, durante uma semana, para medir os hábitos de sono e exercício. Os registos foram acompanhados durante 8 anos, conforme avança a New Scientist.
Através dos dados, os cientistas descobriram que os 5% menos saudáveis dormiam uma média de 5 horas diárias, com 5 minutos de atividade física e nota de 35 pontos, na escala alimentar.
A estatística permitiu olhar para os que dormiam mais 5 minutos por dia e faziam mais 2 minutos de exercício, com melhor alimentação. Os dados indicaram que estes viviam, por tendência, mais 1 ano do que os restantes.
Uma nota relevante deixada por Koemel é que funciona melhor a combinação destes três hábitos, do que apenas o reforço de um. “Quando agrupamos as mudanças no estilo de vida, obtemos mais benefícios e reduzimos a necessidade geral de qualquer comportamento individual” - refere.
A pesquisa feita na Universidade de Sydney também concluiu que quem dorme mais, exercita mais e come melhor tem menor probabilidade de ter doenças crónicas graves. "Os indivíduos podem não apenas estar a ganhar mais tempo de vida, mas também a prolongar os seus anos de qualidade”.
Concluindo…
Em jeito de conclusão, o estudo conseguiu compreender, através dos resultados, que o ideal é dormir entre 7,2 a 8 horas por dia, fazer cerca de 30 minutos diários de exercício moderado e ter uma pontuação entre os 58 e os 73.
De qualquer forma, o estudo ainda apresenta algumas limitações. Um dos aspetos que ficou por esclarecer tem a ver com a variação dos resultados consoante a faixa etária.
