Regressa cartão de memória e variante com armazenamento generoso
No último trimestre do ano passado, foi feito o aviso sobre o aumento de preços nos smartphones devido à escassez de memória RAM provocada pela procura do componente para a tecnologia de Inteligência Artificial.
Este ano, a Samsung por exemplo já mostrou que não vai conseguir absorver totalmente o aumento de custos criado por esta escassez, com os novos Galaxy S26 e Galaxy S26+ a chegarem mais caros que os seus antecessores.
Mas as marcas preparam-se para fazer mais alterações e desta vez é o segmento de gama média que vai registar as mudanças para fazer frente a esta crise. Na rede social chinesa Weibo, o leaker Digital Chat Station avança que as fabricantes de smartphones vão fazer regressar a entrada para cartões de memória.
Esta é uma forma eficaz e barata de fornecer mais armazenamento ao utilizador com o mínimo de custo para a marca e também para o comprador final. Mas há ainda outro regresso a assinalar. Diz o conhecido leaker que as variantes com 8 GB de memória RAM e 512 GB de armazenamento vão voltar a ser fabricadas.
A ideia é fazer desaparecer a opção de 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento que, no cenário atual, são mais caras de produzir que a “antiga” versão com menos gigas de RAM e maior armazenamento.
O mesmo leaker aponta ainda que as marcas vão optar mais pelos sensores óticos para leitura e reconhecimento de impressões digitais. A taxa de atualização na gama média também deve descer para os 90 Hz para reduzir os custos na produção dos terminais.
Preço acessível a quanto obrigas
É esperado que as alterações de que o conhecido leaker fala sejam já implementadas este ano nos smartphones de gama média. Por outro lado, também não deve ser esperado que os novos modelos de gama média a caminho do mercado – como por exemplo, o Samsung Galaxy A57 – tenham grandes novidades.
Esta é uma forma das fabricantes de smartphones conterem os custos de produção a um nível suportável. Ao fazer estas cedências, conseguem manter os custos de produção em números razoáveis, sem mexer na sua margem de lucro.
As boas notícias é que esta contenção nos custos significa que o preço dos novos modelos de gama média pode manter-se ao nível do ano passado, sem que o utilizador final seja sobrecarregado com o aumento de custos da cadeia de produção.
Era expectável que as marcas ajustassem a sua estratégia para responder à escassez de memória RAM. E, a bem da verdade, estas alterações podem permitir que o segmento médio continue a ter preços mais acessíveis às carteiras dos utilizadores.
Possivelmente este ano, neste segmento de mercado, vão ser poucos os modelos que chegam com o rótulo de flagship killer. Tudo porque a estratégia das marcas vai passar por se conterem no preço, mas também nos atributos dos smartphones de gama média.

