O primeiro iPhone foi apresentado há 10 anos por Steve Jobs!
O primeiro iPhone foi apresentado há 10 anos por Steve Jobs!

10 anos. 10 anos se passaram desde que Steve Jobs apresentou o primeiro iPhone. Que saudade. Tanto tempo passou desde então. E tanta coisa mudou no mercado tecnológico. A Apple tornou-se uma fonte de inspiração para muitas empresas, empresas até aqui algo irrelevantes aproveitaram o comboio e cresceram exponencialmente, surgiram algumas sabe-se lá de onde e outras desapareceram ou tentam não serem apagadas por completo.

Isto tudo, graças a um projeto com mais de dois anos numa fase experimental e que se concluiu no primeiro iPhone. O smartphone tinha um hardware bastante diferente, de facto. E só tinha um botão (para além dos botões de volume e desbloqueio é claro)! Eu sei que isso até pode ser comum e fácil de imaginar para o público jovem atualmente mas, por incrível que pareça, até esse momento víamos sempre, pelo menos, um botão verde para atender chamadas e outro, vermelho, para desligá-las.

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Bom, esse era, se quisermos, um ponto de partida para a diferenciação do iPhone. Afinal, só tinha um botão, e não servia nem para uma coisa, nem para outra. Porque não? Porque o iPhone tinha um sistema operativo totalmente novo, diferente e airoso. Digo airoso porque, naquela época, tudo parecia igualmente mau. No iPhone OS, agora iOS, não era bem assim. Mas já lá vamos.

Steve Jobs apresentava, há 10 anos, um smartphone, o primeiro, com um especificações questionáveis e um software potencialmente incrível!

Ainda quanto ao hardware, embora o seu design fosse altamente peculiar, robusto e elegante, pecava em termos de especificações. Uma delas, por exemplo, era a sua câmara. O iPhone não possuía flash na câmara traseira e não tinha câmara frontal. Para muitos isso foi, naquela altura, um grande choque. Bem como o facto de apenas suportar 2G.

Já o seu ecrã, era qualquer coisa de formidável. Era grande, tinha cores vívidas e, acima de tudo, era capaz de ser utilizado inteiramente com os dedos das mãos, sem necessidade de recorrer às penosas Stylus que se perdiam sempre, e que eram bastante incomodativas.

E era mais ou menos isso. O resto estava no seu software. E que bom que era. Pelo menos, Steve Jobs dizia que estava cerca de cinco anos à frente de qualquer outro e, de facto, não parecia estar a mentir. É claro que, lá está, mais uma vez, havia alguns aspetos pouco compreensíveis que tinham que ver, por exemplo, com a impossibilidade de alterar o papel de parede do iPhone.

Há 10 anos, muitos dividiram-se perante o novo iPhone…

Contudo, havia outros, como a navegação no Safari, que faziam do iPhone algo único, totalmente incomparável. Sem dúvida que havia muito por onde melhorar, mas havia bem mais motivos para que todos ficassem de boca aberta, sem reação possível perante o que ali se passava.

Depois, aconteceu tudo como está escrito em tanto sítio. O iPhone foi um autêntico sucesso. Mesmo custando um balúrdio, como disse Steve Ballmer uma vez, não foi condição suficiente para que alguém ficasse inibido de comprar aquele produto que, naquela altura, nem possuía App Store.

Assim, e mesmo que não tenha tido, eu, nenhum iPhone como este – o primeiro -, não foi por isso que não assisti, por dezenas de vezes, à apresentação de Steve Jobs. “Um iPod, um Telemóvel e um Comunicador de Internet”. Tantas a tantas vezes. A Apple deu realmente um paço gigante, criou um mercado totalmente novo, novas necessidades e novas tendências e, por isso, temos de agradecer-lhe.

Pode dizer-se que o iPhone criou um novo mercado!

10 anos depois, esse mercado está bem mais maduro, e a competição é enorme, sendo que a Apple continua na ribalta a par da sua maior rival, a Samsung. Há muitas marcas que caíram, entretanto, e que não se souberam aguentar, e outras que se criaram e que têm feito um excelente trabalho.

Por fim, resta que, sem que seja dum ponto de vista de fanboy mas sim de apreciador de smartphones, dado que tornam o dia-a-dia tão fácil, produtivo e divertido como é atualmente, agradecer à Apple e à equipa outrora liderada por Steve Jobs.

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Desde cedo comecei a interessar-me pelo que podia fazer no computador. Porém, a grande paixão surgiu com o primeiro telemóvel e complementou-se com os smartphones. Nada há a dizer, são simplesmente fantásticos e úteis em todo o tipo de situações.